Diferentemente da estrutura de Borat - O Segundo Melhor Repórter do Glorioso País Casaquistão Viaja à América e Brüno, em que Cohen fingia ser um repórter para tapear seus entrevistados, em O Ditador ele realmente escreveu uma história e, surpresa, romântica. Mas isso não significa que seus personagens deixarão de passar pelas mais vexatórias situações, tal como os azarados participantes de seus filmes anteriores.
Aladeen é acusado, por exemplo, de pôr em prática um programa nuclear para armas de destruição em massa, e está às voltas com sanções da ONU. Mesmo praguejando contra o ocidente, o ditador aceita ir aos Estados Unidos para discursar em uma assembleia da organização e defender a soberania de seu país.
No entanto, este é o momento que Tamir esperava para se livrar do ditador: durante a viagem, Aladeen é sequestrado e o assessor coloca um sósia em seu lugar. Como última vingança, raspa a barba do tirano, para que ele não seja mais reconhecido, antes de ser jogado nas ruas de Nova York como um anônimo.
Como se trata também de uma comédia romântica, ele receberá ajuda de Zoey (Anna Faris, de A Casa das Coelhinhas), a dona de uma loja de produtos naturais, pacifista e altruísta. Ela não apenas irá a trazer à tona a humanidade do protagonista, mas também suas próprias contradições. E Anna Faris tem um talento especial para fazer o papel de mulheres boazinhas, sem escorregar nos clichês.
