Alexandre Dumas, o pai, não podia ser mais maquiavélico na trama que preparou em seu popular romance O Conde de Monte Cristo, adaptado em nova versão para o cinema pelo roteirista Jay Wolpert. A história fala de injustiças, liberta o sentimento de vingança comum no ser humano, mas procura no final deter o ímpeto da mão vingadora com o apelo da razão.
A adaptação dirigida por Kevin Reynolds chega em alguns momentos a ficar muito próxima de uma sessão da tarde, mas consegue no final contar a história de uma forma razoavelmente honesta, com interpretações até convincentes. Com exceção de Guy Pearce, que exagera nas caras de mau no papel do vilão Fernand.
Jim Caviezel é Edmond Dantès, um marinheiro denunciado por traição. Ele esteve na ilha de Elba, onde Napoleão se encontrava exilado, e, ingenuamente, concordou em ser o portador de uma carta do monarca destronado para um colaborador em Marselha
A carta é descoberta pelo seu amigo de infância, Fernand, filho de um nobre, que inveja o amor de Edmond pela bela Mercedes (Dagmara Dominczyk). Com a ajuda de um promotor, Fernand arma uma cilada para o rapaz.
Enviado para o Castelo d´If, uma prisão temida pelos métodos cruéis de seus carcereiros, o marinheiro tem sua força quebrada a golpes de chicote. O jovem só pensa em um dia poder colocar em prática seus planos de vingança.
Em Marselha, a namorada recebe a falsa notícia de sua morte, criada por Fernand. Era o que faltava para que ela finalmente concordasse em se casar com o nobre. Na cadeia, os anos passam e embrutecem o marinheiro. A esperança ressurge quando um padre (Richard Harris), preso em outra cela, cava um túnel de fuga e, por engano, sai na cela de Edmond.
Cineweb-1/5/2002
