19/07/2026
Comédia

Até que a Sorte nos Separe

Quinze anos atrás, Tino e Jane ganharam na loteria e ficaram ricos do dia para a noite. Agora, gastaram todo o dinheiro, sem investir nada, e terão de voltar à vida de pobre. Mas como a gravidez dela é de risco, ele decide não contar a verdade e fará de tudo para a mulher pensar que ainda são ricos.

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Partindo de um livro de autoajuda, Casais inteligentes enriquecem juntos, de Gustavo Cerbasi, a comédia Até que a sorte nos separe  tem como protagonistas Tino (Leonardo Hassum) e Jane (Daniele Winits), casal pobre que ganha na loteria e enriquece, mas 15 anos depois gastou todo o dinheiro sem guardar ou investir nada.
 
Seus vizinhos, pelo contrário, formam um casal certinho que sabe muito bem o que fazer com o dinheiro, uma vez que o marido, Amauri (Kiko Mascarenhas, de Totalmente inocentes), é consultor financeiro. Sua mulher, Laura (Rita Elmôr), quer ter mais um filho, mas ele faz de tudo para evitar a gravidez e novos gastos.
 
Jane, por sua vez, está grávida e, como é uma gestação de risco, o marido é informado pelo médico de que ela não pode receber nenhuma notícia ruim ou ter problemas financeiros. Então, Tino fará de tudo para que mulher não saiba que estão pobres novamente. Esse poderia ser um bom pretexto para criar momentos cômicos na trama – mas isso não acontece.
Na falta de boas piadas no roteiro, o ator e comediante Leandro Hassum se esforça, se vira como pode e, quando seu repertório se esgota, apela para o histrionismo. O resultado é uma infinidade de caras, bocas e berros.
 
Justiça seja feita - a precariedade do humor não é culpa dos atores, mas do roteiro – ou da falta de –, assinado por Paulo Cursino e Angelica Lopes, e da direção de Roberto Santucci . O trabalho anterior do diretor padeceu do mesmo problema. De pernas pro ar só teve alguma graça por conta das atrizes Ingrid Guimarães e Maria Paula, que pareciam criar cenas e piadas sozinhas.
 
Quase dolorosamente, o longa percorre todos os caminhos previsíveis. É uma exaltação ao consumismo desenfreado do mundo contemporâneo, que Santucci dirige sem qualquer inspiração. Não fossem alguns raros momentos de Hassum, seria praticamente insuportável.
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