19/07/2026
Comédia

O Diário da Princesa

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Comédia da Disney que, acrescentando elementos de Pigmalião (George Bernard Shaw) e O Pequeno Lorde Fauntleroy (Frances Hodgson Burnett), recicla o próprio Cinderela (1950), história que, de certa forma, o diretor Garry Marshall já havia abordado em Uma Linda Mulher (1990). Oficialmente, no entanto, O Diário da Princesa é uma adaptação (por Gina Wendkos) do livro de Meg Cabot. O filme conta com Julie Andrews, presença que garante o bom gosto da produção e atriz que, curiosamente, estrelou a versão teatral do musical My Fair Lady, baseado em Pigmalião.

Andrews é Clarisse, rainha de um pequeno país europeu chamado Genóvia e avó da adolescente Mia (Anne Hathaway), a quem foi visitar, em São Francisco, para um importante comunicado: a menina tornou-se princesa do reino.

Mia foi criada nos Estados Unidos pela mãe (nora de Clarisse), sem saber que tinha sangue azul. Mas com a morte do pai, príncipe de Genóvia, tornou-se herdeira natural ao posto monárquico.

O filme gira em torno da inadequação da menina ao cargo. Ela é uma jovem insegura, tímida, desajeitada, alvo de gozação estudantil, não tem noções de etiqueta e precisa de um banho de loja. Ou seja, nada que Julie Andrews e os maquiadores de Hollywood não possam resolver.

Há também, claro, um tempero romântico, representado por Michael (Robert Schwartzman, primo de Nicolas Cage), irmão da melhor amiga de Mia, e Josh (Erik Von Detten), o galã do colégio.Totalmente previsível e mais indicado para espectadoras da faixa etária de Mia, O Diário da Princesa é, no entanto, um passatempo agradável e simpático, com alguns bons momentos cômicos e sentimentais.

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