Elissa se muda com a mãe para uma nova cidade. Logo ficam sabendo que na casa em frente à delas, anos atrás, uma garota matou os pais e desapareceu na floresta. O único sobrevivente é o irmão, que morava com uma tia. Agora, Elissa se apaixona pelo rapaz. O crime do passado ainda não foi completamente superado e se torna uma ameaça.
- Por Alysson Oliveira
- 04/12/2012
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Se A última casa da rua serve para algo, que seja para estabelecer um novo parâmetro. Porque quando se pensa que o sub-gênero de suspense juvenil chegou ao fundo do poço, eis que um diretor mostra que ainda é possível cavar e afundar ainda mais. O filme é tão ruim, mas tão ruim, tão carregado de clichês e psicologismos de botequim que metade dele acaba sendo (involuntariamente) engraçada.
Nem a presença de Jennifer Lawrence (Jogos Vorazes) é capaz de salvar o mínimo da dignidade do filme dirigido por Mark Tonderai. É preciso mais do que uma atriz competente para dar alguma sustentação a esse sub-Psicose para adolescentes. Ela é Elissa, jovem que se muda com a mãe Sarah (Elizabeth Shue), médica que tenta compensar a filha por anos de omissão.
Mudando para uma nova cidade, elas alugam uma casa enorme dentro de uma reserva florestal e pagam um aluguel barato. Tudo porque na propriedade em frente à delas um crime horrendo foi cometido há quatro anos. Uma jovem – que atende pelo sugestivo nome de Carrie - matou os pais e desapareceu. Seu irmão, na época morava com uma tia doente, e agora, habita a casa.
Todo os moradores da região odeiam Ryan (Max Thieriot) e pensam em pôr fogo na casa – de preferência com ele dentro – para que seus imóveis parem de desvalorizar. Mas Elissa fica toda amiguinha e apaixonadinha por ele – para desespero de sua mãe, que nem assim abandona seus plantões médicos.
A previsibilidade caminha em passos largos durante a primeira metade do longa, enquanto Ryan é odiado e hostilizado pelos vizinhos e Elissa fica cada vez mais apaixonada por ele. O que a garota não sabe, e é importante, é o real paradeiro da irmã assassina.
Reviravoltas virão, e o jogo armado por Tonderai e o roteirista David Loucka não faz muito sentido. Piada pronta, o final ensaia alguma surpresa à la O sexto sentido – mas, claro, arranca risos.
