Um lugar paradisíaco chamado Vale do Capão, na chapada Diamantina. Pessoas das mais diversas origens se mudam para lá. o cineasta Roberto Studart o visitou pela primeira vez no começo dos anos de 1990 e, apaixonado pelo local, resolveu fazer um documentário. O maior destaque são as belezas naturais do lugar, enquanto as entrevistas se concentram naqueles que vieram de fora e narram suas experiências.
Desde momentos místicos – uma pessoa diz algo como "o último estágio de um calendário chamado natureza respondendo ao domínio do homem" – até choque entre esses místicos e sua "civilização" e os nativos, cujos modos de vida foram modificados com a popularização da região.
A boa fotografia valoriza, é claro, a natureza, enquanto festas hippies, ou algo que possa ser chamado assim, são o contraponto. O rico material humano, porém, não consegue ultrapassar uma barreira sobre o próprio conceito do filme. O esforço do diretor serve para, em boa parte do tempo, fazer a obra parecer um filme institucional ou propaganda de agência de turismo.
