Para lembrar, Kick-Ass é o alter-ego de Dave Lizewski (Aaron Taylor-Johnson), adolescente que passa a combater bandidos munido apenas de uma roupa colante e indignação. No combate ao crime, acaba conhecendo outros dois vigilantes: Big Daddy (Nicolas Cage) e sua filha de 10 anos Mindy (Chloë Grace Moretz), que roubava todas as cenas como a fantástica Hit Girl.
Depois de um final insólito, como todo o roteiro, em que Big Daddy acaba morrendo em ação, Kick-Ass e Hit Girl se despem de seus disfarces e partem para uma vida mais convencional de estudantes. Mas é justamente a indisposição de ambos para um cotidiano normal que dá início a esta continuação.
Dave quer voltar a usar a máscara e participar de grupos populares que, motivados por ele, incorporam os mais diferentes justiceiros contra o crime. É quando conhece o esquadrão Justiça para Sempre, liderado pelo Coronel Listras e Estrelas (referência à bandeira dos EUA), interpretado por Jim Carrey.
Já com Mindy a situação é inversa. Criada como uma vigilante pelo pai, seu alter-ego é, na verdade, a estudante boazinha. Ela é Hit-Girl. Porém, é pressionada por seu tutor Marcus (Morris Chestnut) a se comportar, como parte de uma promessa feita ao pai, antes de ele morrer.
O inglês Matthew Vaughn (de Nem Tudo é o que Parece), que produziu, roteirizou e dirigiu o primeiro filme, foi muito bem-sucedido porque teve plena liberdade para criar. Passou o bastão para alguém competente, como se mostrou Jeff Wadlow (direção e roteiro), e manteve-se como produtor, verificando se tudo corria como o esperado.
Kick-Ass 2 diverte, emociona e choca não apenas pelo eletrizante roteiro, diálogos eloquentes, o corte acertado das cenas e o afinado elenco, mas também pela total falta de censura do que se projeta na tela. Assim, é ousado o bastante para ensinar como fazer uma franquia com muito sucesso e superlativas qualidades.
