Adam Sandler e Drew Barrymore ser reúnem pela terceira vez na comédia Juntos e Misturados. Essa é a mais fraca parceria da dupla - que já fez Afinados no Amor e “Como se fosse a primeira vez” –, e, no fundo, parece mero veículo para o humor exagerado e infantilóide de Sandler, que exagera na voz de criança e na tentativa de ser um doce paspalho.
Dirigido por Frank Coraci – que no currículo tem Click e O Rei da Água –,Juntos e Misturados poderia ser apenas um piloto de uma sitcom pouco criativa e um bocado ofensiva. Sem pretender exagerar no politicamente correto, mas a forma como o filme apresenta os sul-africanos é assustadora: sempre subservientes e curiosos, à espera de ser civilizados, e que faz disso o ponto-chave de sua indústria turística.
Antes disso, porém, Jim (Sandler) e Lauren (Drew) se conhecem num encontro às escuras, no qual ela fica sabendo que ele é viúvo e não tem muito jeito para cuidar das três filhas. Se primeiro ela o acha um grosseirão, depois acaba se arrependendo – mas não o suficiente para dar sequência a um relacionamento. Ela, por sua vez, é divorciada e tem dois filhos.
Por conta de alguns incidentes, as duas famílias acabam num resort de luxo na África do Sul, cujo público-alvo são casais em segundas núpcias que precisam entrosar as duas famílias. Não apenas isso é conveniente, como também o fato de que Lauren poderá ajudar Jim com suas filhas, e vice-versa.
O que se segue é um festival de tropeços e tortas na cara – de forma figurada –, romances adocicados, estereótipos (de adolescentes, de sul-africanos, da vida) e as habituais caras e bocas de Sandler. Isso sem mencionar como o filme se contenta em promover uma política de gêneros obsoleta, sempre para adornar o ego de Sandler, que aqui encarna o homem solitário que só pensa em cuidar das filhas – embora jamais pareça ter percebido que elas não são meninos.
