Arnold Schwarzenegger (não creditado na época), Bruce Willis, Jet Li, Jason Statham estavam lá para acompanhá-lo, trazendo consigo a memória de seus personagens ao público. O mesmo ocorreu na sequência de 2012, que levou às telas Jean-Claude Van Damme e Chuck Norris e, agora, com Gibson, Snipes, Banderas e Ford -- que substituiu Willis, pois o ator de Duro de Matar pedia um cachê de quase 1 milhão de dólares por dia de filmagem.
O grande trunfo de Stallone não está na reunião, e sim no uso das múltiplas referências aos heróis e vilões que marcaram a filmografia de todos eles. Em
A linha narrativa dos roteiros, por isso, nunca foi um bem desenvolvida, servindo apenas de escora para a ação e a comédia. No terceiro filme, não é diferente. Aqui, o grupo de mercenários liderados por Barney (Stallone) precisa salvar Doc (Snipes), companheiro do grupo, que está sendo transportado para uma prisão de segurança máxima.
Logo após o resgate, recebem de Drummer (Ford) a missão de eliminar uma quadrilha internacional de traficantes de armas. A tarefa sofre um revés quando descobrem que o chefe da operação ilegal é ninguém menos que Stonebanks (Gibson), co-fundador dos mercenários, a quem Barney acreditava ter assassinado uma década antes por ter se vendido ao “lado negro”.
Como se sente responsável pela situação e sem querer que seus companheiros morram nas mãos do perigoso Stonebanks, Barney desfaz seu grupo e, com a ajuda de Bonaparte (Kelsey Grammer), contrata novos recrutas (Glen Powell, Victor Ortiz, Ronda Rousey e Kellan Lutz). Uma transformação, claro. Como são jovens e ligados a novas tecnologias, estão bem à frente da vida analógica de seu comandante (cujos planos se resumem a “chutar a porta e entrar atirando”).
Embora o enfrentamento geracional leve a risadas, é nos diálogos entre a velha guarda que as piadas aparecem com mais gás. Frases como “se ele ficar bravo você ficará bem surpreso... e bem morto” são exemplos do humor regado a muita testosterona, que se eleva em praticamente todas as cenas.
A fórmula de Stallone, no entanto, já mostra sinais de desgaste nos Estados Unidos. Em seu lançamento no país, no último fim de semana, o filme (cujo orçamento estimado é de US$ 90 milhões) não arrecadou sequer US$ 17 milhões, o que, no quadro de Hollywood, representa fracasso. O fiasco foi explicado pelo vazamento do filme na internet antes da estreia, mas apenas em parte.
Apesar de engraçado, quando em contexto, Os Mercenários 3 é, sim, mais do mesmo. Algo que não parece importar a Stallone, que já anunciou o quarto capítulo, tal como novos filmes do Rambo e Rocky.
