Na apresentação do esquilo Max (voz de Will Arnett na versão original), protagonista de O que será de nozes?, já é possível perceber que é um personagem problemático, ainda mais para um filme infantil. Individualista e sádico, ele acredita, por exemplo, que alguns animais são bons apenas para bater, como no caso das pombas, tratadas, com gosto, a pontapés.
A responsabilidade cabe ao diretor e roteirista Peter Lepeniotis, que escreveu esta história com base em seu próprio curta Surly Squirrel (de 2005). Feita para adultos e repleta de humor negro, a animação narrava as desventuras de um esquilo violento e egoísta, em meio a um tiroteio entre assaltantes de bancos e policiais.
Na adaptação, Lepeniotis não quis deixar de lado o potencial de Max como anti-herói (absolutamente válido), mas exagerou nos traços perversos. Aqui, ele é uma espécie de ovelha negra do parque onde vive com dezenas de outros animais, liderados por Racoon (Liam Neesson).
Com a aproximação do inverno, todos os moradores precisam ajudar no estoque de alimentos para conseguirem sobreviver. Menos Max, que nada em raia própria. Quando tenta roubar nozes do carrinho de um vendedor, acaba acidentalmente explodindo a árvore que guardava a comida da comunidade animal.
Banido do parque, precisa encontrar um novo lugar para viver. É quando descobre uma loja de nozes e castanhas, uma espécie de paraíso na Terra. O problema é que o lugar é uma fachada por uma trupe de bandidos conseguirem roubar um banco. Além de enfrentar os criminosos e suas armadilhas, Max ainda deve fugir de uma gangue de ratos (que parecem querer devorá-lo) e da cadela Pérola (Maya Rudolph).
Na adaptação, Lepeniotis não quis deixar de lado o potencial de Max como anti-herói (absolutamente válido), mas exagerou nos traços perversos. Aqui, ele é uma espécie de ovelha negra do parque onde vive com dezenas de outros animais, liderados por Racoon (Liam Neesson).
Com a aproximação do inverno, todos os moradores precisam ajudar no estoque de alimentos para conseguirem sobreviver. Menos Max, que nada em raia própria. Quando tenta roubar nozes do carrinho de um vendedor, acaba acidentalmente explodindo a árvore que guardava a comida da comunidade animal.
Banido do parque, precisa encontrar um novo lugar para viver. É quando descobre uma loja de nozes e castanhas, uma espécie de paraíso na Terra. O problema é que o lugar é uma fachada por uma trupe de bandidos conseguirem roubar um banco. Além de enfrentar os criminosos e suas armadilhas, Max ainda deve fugir de uma gangue de ratos (que parecem querer devorá-lo) e da cadela Pérola (Maya Rudolph).
Uma oportunidade de redenção aparece quando Andie (Katherine Heigl), a única do grupo do parque a se compadecer do banimento de Max, aparece no local em busca de comida para os demais animais. O esquilo deverá então decidir se divide ou não os frutos de sua descoberta com a heroína.
O discurso inicial constrangedor poderia ser assimilado positivamente se, no decorrer de sua jornada, Max se redimisse. Mas nem o desfecho mais afável é capaz de retirar a primeira impressão amarga do esquilo, que só descobre como não ser tão mesquinho.
Chama a atenção também o uso intenso da música Gangnam Style, de PSY, durante a projeção. Hit de 2012, em que tocava exaustivamente mundo afora, torna a animação datada e ainda menos criativa.
