06/09/2026
Suspense

Uma Noite de Crime: Anarquia

Num noite onde todos os crimes são permitidos, sem que os culpados sejam punidos, um grupo de pessoas acaba ficando presa nas ruas, correndo diversos riscos. Para sobreviver às atrocidades, resolvem unir forças.

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Num futuro próximo, os Estados Unidos estão mais perto de realmente ser a terra do sonho americano, com baixíssimas taxas de desemprego e criminalidade. Porém, durante 12 horas consecutivas, uma noite inteira, os cidadãos podem externar seus instintos de violência mais básicos: podem matar, pois ninguém será punido. É uma noite de expurgação. No segundo filme da série Uma noite de crime, o roteirista e diretor James DeMonaco amplia os horizontes ao levar os personagens para as ruas, ao invés de os manter no confinamento, como no original do ano passado.
 
Uma noite de crime: Anarquia acompanha um grupo de personagens que se vê do lado de fora da segurança de suas casas, fugindo de criminosos loucos para acabar com eles e, assim, se purificar. A elite financeira e, não coincidentemente, as mesmas pessoas que estão no poder aprovam e incentivam os atos de violência – chegando a organizar leilões pelo prazer de matar com crueldade. Esse se chamam os Novos Pais Fundadores – um grupo que faz referência aos líderes patriotas que participaram do processo de independência dos EUA.
 
Rituais de sacrifício – seja num reality show qualquer, de Big Brother a esses envolvendo famosos dançando, ou na ficção, em Jogos Vorazes e afins – ganham uma nova dimensão na era da superexposição: a noite de caçada é televisionada ao vivo e em tempo integral. E é impressionante – pois a utopia é dialética, trazendo dentro dela a distopia. Nessa noite é quando fica mais evidente.
 
O filme acompanha um casal, Shane (Zach Gilford) e Liz (Kiele Sanchez), que não consegue voltar para casa por conta de um defeito no carro; Eva (Carmen Ejogo) e sua filha Cali (Zoë Soul), que são obrigadas a sair de casa depois que esta é invadida; e um sujeito que se intitula sargento (Frank Grillo), o único deles que escolheu estar na rua, e não por acaso.
 
Por acaso formam um grupo e tentam sobreviver até o próximo dia. Enquanto cruzam as ruas – que tem não apenas assassinos em potencial, mas também armadilhas para pegar presas – ouvem-se gritos, jorra sangue, isso se torna a norma. Contra ela, no entanto, surge uma facção rebelde. Aqui, sua participação é pequena, mas aponta que DeMonaco pode ter munição para um terceiro filme, e, com ele, concluir uma possível trilogia que diz muito sobre o estado das coisas.
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