03/06/2026
Terror

Ouija - o jogo dos espíritos

Debbie morre subitamente, deixando a impressão de que cometeu suicídio. Laine, sua melhor amiga, descobre, durante o velório, o jogo OUIJA no quarto de Debbie e resolve investigar. Laine e Pete convocam os amigos Sarah, Isabelle e o namorado de Laine, Trevor, para juntos jogarem o jogo dos espíritos e tentarem descobrir o que aconteceu com Debbie. Os adolescentes começam a fazer perguntas e se deparam com um espírito que não quer que as sessões terminem.

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Não são poucos os filmes que trazem o tabuleiro ouija como um poderoso elemento de terror para produções do gênero. Conhecido em sua forma compacta, patenteada  nos Estados Unidos no século XIX, ele nada mais é que uma ferramenta com a qual os mais crentes pretendem contatar espíritos, seguindo o princípio de letras e números usados no popularíssimo “jogo do copo”.

A facilidade de encontrá-lo, ou mesmo confeccionar um caseiro, garante a imensa quantidade de relatos que se leem como “verdadeiros” na web, muitos deles insumos para a centena de filmes que têm o tabuleiro como personagem. E todos têm sempre algo em comum: um grupo de azarados resolve “jogar”, sem antever que convocar espíritos (seja verdade ou não) só traz problemas.
 

Ouija – O Jogo dos Espíritos, o primeiro longa de Stiles White na direção (ele é conhecido pelo trabalho nos efeitos especiais de Jurassic Park III), não foge à regra. Aqui, a jovem Debbie (Shelley Hennig) resolve usar o tabuleiro sozinha e acaba assassinada por algo sobrenatural. Mas sua morte é considerada um suicídio. Sua amiga de infância, Laine (Olivia Cooke), suspeita da versão oficial e, com a ajuda da irmã e amigos, passa a investigar o caso.

Quanto mais Laine se aprofunda na morte de Debbie, mais dependente fica do ouija, sem saber que um espírito maligno a guia (tal como seu grupo) para a morte. Quando descobre a identidade da assombração, corre para encontrar uma forma de detê-la.

Embora dirigido por White, uma das cabeças por trás deste longa é o produtor Jason Blum, dono da Blumhouse, companhia responsável pelos filmes de terror de baixo orçamento mais assistidos dos últimos anos (as franquias Sobrenatural e Atividade Paranormal são apenas alguns exemplos). As outras são de Michael Bay e do estúdio Hasbro que, incrivelmente, não tentam vender algum produto aos espectadores durante o filme ou fixar alguma marca.   

Apesar da linha de frente tão poderosa, o resultado de Ouija... decepciona por sua fragilidade. Embora até consiga realizar uma ambientação adequada, falta tensão narrativa. O diretor (que também é roteirista) não consegue criar as situações de terror para injetar o suspense de que a história tanto necessita, tornando tudo muito morno e sem um real impacto.  

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