Nesta história, Dark Sylard (James Franco) é um apresentador de talk-show, que leva seu nome, sensacionalista e vulgar. O produtor do programa é o fiel amigo Aaron (Seth Rogen), um jornalista que passa a perceber a irrelevância do show e busca mais seriedade.
Será nesse contexto que Sylard descobrirá que o ditador norte-coreano, Kim Jong-Un (Randall Park), é fã de seu trabalho e poderiam entrevistá-lo. Cabe a Aaron possibilitar a exclusiva com o mandatário mais odiado pelos Estados Unidos, já que possui armas nucleares capazes de destruir a costa oeste do país.
Quando finalmente a entrevista é aprovada, a agente da CIA Lacey (Lizzy Caplan) entra em cena. Ela encabeça o plano do serviço de inteligência americano que convence a dupla a envenenar o ditador durante a visita. No entanto, Sylard acaba se encantando com Kim Jong-Um e colocando a missão em risco, para desespero de Aaron.
Como pano de fundo, o roteiro de Dan Sterling (de séries de TV como South Park e Girls), com ajuda de Rogen, aborda a manipulação da audiência, seja nos EUA (pela via do sensacionalismo), seja na Coréia do Norte (no suporte à ditadura). Mas com o humor rasteiro e unidimensional da dupla (que protagonizou Segurando as Pontas e É o Fim), o resultado suprime qualquer subtexto de sátira política ou midiática.
Depois do barulho feito pelo filme, graças as ataque cibernético à Sony, a empresa não conseguiu faturar com a situação, que despertou o interesse do público. Ao contrário, perdeu uma fortuna ao adiar o lançamento (mesmo com o filme vazado na web), receando represálias dos hackers. Uma decisão rechaçada até pelo presidente Barack Obama, pois feria a liberdade de expressão em solo americano, constituindo um perigoso exemplo para a própria indústria cinematográfica.
