Um dos argumentos mais convencionais do terror é o da casa mal-assombrada que, por uma razão ou outra, leva um grupo de azarados a passar um tempo por ali. Sejam famílias, adolescentes, ou mesmo detetives paranormais, o desenrolar é sempre de muito tormento para os envolvidos, incluindo mortes e, claro, um punhado de aparições demoníacas para dar identidade ao mal.
O cineasta James Wan, a cabeça por trás das franquias Jogos Mortais e Sobrenatural (além de dirigir Invocação do Mal), entende como esses elementos devem estar dispostos para criar as situações de tensão em seus filmes. Em A Casa dos Mortos, ele demonstra o quanto é engenhoso para contar uma história, apropriando-se das referências do gênero.
Embora a direção caiba a Will Canon (de Brotherhood), foi Wan quem inventou as bases do roteiro (escrito também por colaboradores de Canon) e produziu o filme, com grande poder de ingerência. Não por acaso, é seu nome que vai impresso em destaque nos pôsteres do longa, o que, neste caso, é praticamente uma assinatura, muito além do uso comercial de sua reputação.
A produção começa com uma série de recortes midiáticos sobre a casa Livingston, em Louisiana (EUA), que no final dos anos de 1980 foi palco de uma tragédia: a dona da casa, Martha, matou vários de seus amigos e depois se enforcou. Nos anos seguintes, o lugar abandonado ganhou a pecha de mal-assombrado, tornando-se mito local.
Já nos dias atuais, o detetive de polícia Lewis (Frank Grillo) é chamado à casa por um vizinho e descobre por lá os corpos de uma equipe de investigadores paranormais amadores. O sobrevivente, John (Dustin Milligan), em estado de choque, não consegue lembrar-se do que aconteceu, mas sabe que há dois integrantes do grupo desaparecidos.
Com a ajuda da psicóloga Dra. Klein (Maria Bello), o rapaz começa a recordar partes dos episódios fatídicos daquela noite, enquanto Lewis resgata as imagens gravadas pelo grupo. Mas as respostas acabam criando ainda mais mistérios, incluindo aí um ritual demoníaco.
O filme trabalha em três percepções distintas: a do detetive, que busca motivos racionais para o crime; as gravações, que revelam muito pouco, mas atestam o inexplicável; e as memórias de John. Estas últimas são as mais difíceis de crer, já que, para o espectador, não são de testemunha ocular, pois nos flashes há cenas em que ele nem está presente.
O cineasta James Wan, a cabeça por trás das franquias Jogos Mortais e Sobrenatural (além de dirigir Invocação do Mal), entende como esses elementos devem estar dispostos para criar as situações de tensão em seus filmes. Em A Casa dos Mortos, ele demonstra o quanto é engenhoso para contar uma história, apropriando-se das referências do gênero.
Embora a direção caiba a Will Canon (de Brotherhood), foi Wan quem inventou as bases do roteiro (escrito também por colaboradores de Canon) e produziu o filme, com grande poder de ingerência. Não por acaso, é seu nome que vai impresso em destaque nos pôsteres do longa, o que, neste caso, é praticamente uma assinatura, muito além do uso comercial de sua reputação.
A produção começa com uma série de recortes midiáticos sobre a casa Livingston, em Louisiana (EUA), que no final dos anos de 1980 foi palco de uma tragédia: a dona da casa, Martha, matou vários de seus amigos e depois se enforcou. Nos anos seguintes, o lugar abandonado ganhou a pecha de mal-assombrado, tornando-se mito local.
Já nos dias atuais, o detetive de polícia Lewis (Frank Grillo) é chamado à casa por um vizinho e descobre por lá os corpos de uma equipe de investigadores paranormais amadores. O sobrevivente, John (Dustin Milligan), em estado de choque, não consegue lembrar-se do que aconteceu, mas sabe que há dois integrantes do grupo desaparecidos.
Com a ajuda da psicóloga Dra. Klein (Maria Bello), o rapaz começa a recordar partes dos episódios fatídicos daquela noite, enquanto Lewis resgata as imagens gravadas pelo grupo. Mas as respostas acabam criando ainda mais mistérios, incluindo aí um ritual demoníaco.
O filme trabalha em três percepções distintas: a do detetive, que busca motivos racionais para o crime; as gravações, que revelam muito pouco, mas atestam o inexplicável; e as memórias de John. Estas últimas são as mais difíceis de crer, já que, para o espectador, não são de testemunha ocular, pois nos flashes há cenas em que ele nem está presente.
Superados os erros que podem gerar essa incoerência, A Casa dos Mortos caminha bem, investindo em estilos diferentes de filmagem. Usa o que há de mais tenso no que se chama “found footage”, ou seja, vídeos encontrados, como em A Bruxa de Blair ou Atividade Paranormal, e costura essas imagens a uma narrativa linear, policial.
Embora dispense sutilezas no que mostra na tela, o filme não é tão sanguinolento como A Morte do Demônio (seja o original ou a recente refilmagem), ou claustrofóbico, como Fenômenos Paranormais (2011). É um misto de referências que convergem para este longa enxuto (83 minutos), com muitos sustos e bastante simples, sem ser simplório.
