Convencionalismos passam longe do documentário De Gravata e Unha Vermelha, da “psicanalista que faz cinema”, como se auto-intitula Miriam Chnaiderman. Embora seja tecnicamente mais tradicional (na estética e narrativa), seu longa explora os conflitos e convicções sobre identidade de famosos e anônimos, que transcendem modelos masculino e feminino.
Sob a ótica de que a sexualidade é múltipla, ela entrevista, com o apoio do estilista Dudu Bertholini (aqui, âncora e personagem), figuras como Laerte, Rogéria, Ney Matogrosso, Johnny Luxo, Candy Mel (da banda UÓ), Leticia Lanz, Eduardo Laurino e Walério Araújo. É por esses depoimentos, sensíveis e francos, que ela desconstrói estereótipos de gênero para refletir sobre identidade e o que realmente a molda.
Embora o filme encontre visibilidade em artistas consagrados, são as histórias de pessoas comuns que surpreendem. Como a da transexual Taís Souza, que perdeu a libido por causa das quantidades massivas de hormônios que toma, mas sente prazer nos mais singelos toques.
O documentário também pondera sobre as representações de papeis, em especial na infância dos entrevistados, visto que não se identificavam com seu corpo ou com padrões mais convencionais de relacionamento sexual. Em determinado momento, Letícia Lanz, que durante 50 anos era conhecida como o consultor Geraldo Eustáquio de Souza, relembra sua preocupação na época: “Será que eu estou passando como homem?”.
Sob a ótica de que a sexualidade é múltipla, ela entrevista, com o apoio do estilista Dudu Bertholini (aqui, âncora e personagem), figuras como Laerte, Rogéria, Ney Matogrosso, Johnny Luxo, Candy Mel (da banda UÓ), Leticia Lanz, Eduardo Laurino e Walério Araújo. É por esses depoimentos, sensíveis e francos, que ela desconstrói estereótipos de gênero para refletir sobre identidade e o que realmente a molda.
Embora o filme encontre visibilidade em artistas consagrados, são as histórias de pessoas comuns que surpreendem. Como a da transexual Taís Souza, que perdeu a libido por causa das quantidades massivas de hormônios que toma, mas sente prazer nos mais singelos toques.
O documentário também pondera sobre as representações de papeis, em especial na infância dos entrevistados, visto que não se identificavam com seu corpo ou com padrões mais convencionais de relacionamento sexual. Em determinado momento, Letícia Lanz, que durante 50 anos era conhecida como o consultor Geraldo Eustáquio de Souza, relembra sua preocupação na época: “Será que eu estou passando como homem?”.
Exibido no Festival de Rio 2014, De Gravata e Unha Vermelha recebeu o Prêmio Felix, concedido aos melhores filmes com temática LGBT do evento.
