É a magnífica capital da Toscana que um grupo de inglesas resolveu adotar como endereço permanente. Entre os italianos, são conhecidas como scorpioni (escorpiões), por seu humor um tanto venenoso, especialmente umas com as outras. Apesar disso, podem ser vistas sempre juntas, como para o inevitável chá das cinco, às vezes entre as pinturas de Botticelli, na Galeria Uffizi. São elas a secretária Mary (Joan Plowright, Os Amores de Picasso), a pintora Arabella (Judi Dench, Shakespeare Apaixonado) e a viúva do embaixador, lady Hester (Maggie Smith, O Clube das Desquitadas).
Mesmo sem passaporte britânico, duas americanas são toleradas neste estreito círculo: a arqueóloga Georgie (Lily Tomlin), uma pioneira do homossexualismo assumido, e a milionária Elsa (Cher). Casada com velho rico e tolerante, e sempre vestida em figurinos extravagantes, Elsa corre o mundo à procura de quadros caros e namorados mais jovens. Quando os rumos da II Guerra colocam italianos e ingleses em campos opostos, sobra perseguição até para as inofensivas senhoras inglesas. Cai por terra mesmo a garantia pessoal, dada a lady Hester pelo próprio Benito Mussolini (Claudio Spadaro) de que elas nunca seriam molestadas. As britânicas são conduzidas à força para um confinamento no interior.
Para sorte das compatriotas de Winston Churchill, elas têm um anjo protetor na Resistência. Trata-se do jovem Luca (Baird Wallace), filho ilegítimo de um italiano que foi criado por Mary e que representa, na história, o alter ego do diretor Zeffirelli. Com a ajuda do menino e da bolsa generosa de Elsa, elas são transferidas a um hotel. Antes de a guerra terminar, terão chance de comprovar seu amor pela terra adotiva, protegendo dos nazistas os afrescos e as torres milenares da bucólica cidadezinha de San Gimignano.
