O documentário sobre o pintor Glauco Rodrigues, morto em 2004, abre citando Nicolas
Bourriaud, curador de uma exposição na França que redescobriu o artista em 2013: “Glauco
não entrou na história oficial da arte porque não contou a história modernista que era a histó-
ria oficial. Ele pertence muito mais ao nosso tempo por que ele olha para trás. Ele pensa no
futuro olhando para trás”, cita o diretor do filme Zeca Brito.
O longa começou a ser feito no final dos anos de 1990, quando o artista foi a sua terra natal,
Bagé, sendo entrevistado por Brito, ainda criança. A partir daí, o longa resgata a trajetória do
pintor por meio de entrevistas e obras do próprio Glauco, que ilustram seu caminho na vida e
na pintura.
Brito busca a intersecção entre vida e obra. E, no caso de Glauco, deságua na pós-
modernidade, que começou a pintar – de forma autodidata – em meados da década de 1940.
Se, como diz Bourriaud, o artista não faz parte do modernismo (a história oficial), sua pós-
modernidade esvazia a historicidade, como é o caso de seu quadro mais famoso: A Primeira
Missa no Brasil (1980), uma releitura do clássico A Primeira Missa no Brasil (1860), de Vitor
Meirelles.
Em entrevistas – com personalidades como Luis Fernando Veríssimo, Gilberto
Chateaubriand, e o próprio Glauco –, o documentário resgata seu caminho de artista e seu
posicionamento político, advogando por uma arte menos elitizada. Um dos melhores
momentos do filme é sobre a produção de retratos de Glauco, para quem, aliás, a história de
uma sociedade pode ser contada por meio dessas pinturas, que fazem um painel da
classe dominante brasileira.
Chamado de um “virtuoso do pincel”, por um dos entrevistados, Glauco Rodrigues é um
artista cuja obra precisa ser redescoberta em seu próprio país. Este documentário serve como
um ótimo roteiro, investigando as diversas fases do artista.
Bourriaud, curador de uma exposição na França que redescobriu o artista em 2013: “Glauco
não entrou na história oficial da arte porque não contou a história modernista que era a histó-
ria oficial. Ele pertence muito mais ao nosso tempo por que ele olha para trás. Ele pensa no
futuro olhando para trás”, cita o diretor do filme Zeca Brito.
O longa começou a ser feito no final dos anos de 1990, quando o artista foi a sua terra natal,
Bagé, sendo entrevistado por Brito, ainda criança. A partir daí, o longa resgata a trajetória do
pintor por meio de entrevistas e obras do próprio Glauco, que ilustram seu caminho na vida e
na pintura.
Brito busca a intersecção entre vida e obra. E, no caso de Glauco, deságua na pós-
modernidade, que começou a pintar – de forma autodidata – em meados da década de 1940.
Se, como diz Bourriaud, o artista não faz parte do modernismo (a história oficial), sua pós-
modernidade esvazia a historicidade, como é o caso de seu quadro mais famoso: A Primeira
Missa no Brasil (1980), uma releitura do clássico A Primeira Missa no Brasil (1860), de Vitor
Meirelles.
Em entrevistas – com personalidades como Luis Fernando Veríssimo, Gilberto
Chateaubriand, e o próprio Glauco –, o documentário resgata seu caminho de artista e seu
posicionamento político, advogando por uma arte menos elitizada. Um dos melhores
momentos do filme é sobre a produção de retratos de Glauco, para quem, aliás, a história de
uma sociedade pode ser contada por meio dessas pinturas, que fazem um painel da
classe dominante brasileira.
Chamado de um “virtuoso do pincel”, por um dos entrevistados, Glauco Rodrigues é um
artista cuja obra precisa ser redescoberta em seu próprio país. Este documentário serve como
um ótimo roteiro, investigando as diversas fases do artista.
