19/07/2026
Comédia

Irmã

Uma jovem freira tem evitado contato com sua família, até que descobre que seu irmão está em casa, de volta da guerra do Iraque. Quando chega ao seu antigo lar, na Carolina do Norte, reencontra seu quarto exatamente como o deixou: pintado de preto e repleto de pôsteres de bandas de heavy metal.

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A comédia americana Irmã é cheia de som e fúria juvenil – com sua trilha sonora de rock pesado – em torno de uma jovem freira em crise ao confrontar o seu passado. Um tema recorrente do cinema independente do país, mas que ganha novo fôlego nas mãos do roteirista e diretor Zach Clark.
 
A protagonista é Colleen (Addison Timlin), religiosa moradora do lar Sisters of Mercy (uma leve piscadela do diretor para a ironia desse também ser o nome de uma banda de rock gótico). Prestes a fazer os seus votos, ela volta para a casa dos pais (Ally Sheedy e Peter Hedges), para se reencontrar com o irmão Jacob (Keith Poulson), que acaba de retornar da guerra no Iraque, com o rosto ferido.
 
A casa fica em Asheville, na Carolina do Norte, um choque diante de sua nova realidade em Nova York. Mas o choque maior será quando se deparar com seu antigo quarto, que está exatamente como ela o deixou, pintado de preto, com pôsteres de bandas de heavy metal e rock gótico. Além disso, revê a mãe, que há pouco tentou o suicídio, e o pai, que nunca superou o fracasso de sua carreira como ator.
 
Situado em 2008, quando Barack Obama foi eleito, Irmã faz um comentário sobre o cenário atual dos Estados Unidos, sem a pressão de transformar-se num filme histórico, ou sobre a história. É sobre como a vida de pessoas comuns é a somatória de suas escolhas e das escolhas dos outros (especialmente públicas).
 
A atriz Addison Timlin (Namoro ou Amizade) está impressionante como essa jovem num momento crucial de sua vida em que passado e presente colidem, e decisões precisam ser tomadas. Seus amigos de antigamente não a reconhecem, mas ela se reconhece como a Colleen freira do futuro? É nessa dinâmica do quem foi, quem é e quem será que o personagem e o filme crescem.
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