Chegando lá, os dois ficam de tocaia, à espera que o bandidão apareça, pois se acredita que sua garota esteja com os US$ 2 milhões que ele procura. Desde que ele fugiu da prisão, Sherry buscou refúgio na casa de sua avó (Ella Mitchell), uma rotunda senhora sulista de maus modos, grande talento culinário e guarda-roupa exuberante. Mas, quando a neta chega, quem está dentro de seus largos vestidos pilotando frigideiras cheias de gordura é o agente Malcolm, aproveitando que a dona da casa foi passar alguns dias com uma amiga doente. Como faz muitos anos que as duas não se encontram, a distraída Sherry nem nota a diferença de fisionomia da avó, uma licença do roteiro frouxinho de Darryl Quarles e Don Rhymer, que contempla ainda a inevitável paixão do agente pela netinha escultural.
Na pele desta vovozona, o comediante se espalha, mostrando as qualidades que o tornam tão popular nos EUA. Martin revira os olhos, rebola, joga basquete, luta judô, faz seu testemunho num culto e até se esquiva da corte agressiva de um fã de suas formas generosas, enfim, esbanja sua inesgotável energia como ator. Não é uma comédia refinada, claro. Espere-se pelo menos uma tirada de humor de banheiro (literalmente) e uma cena de golpes abaixo da cintura. Mas, para quem quer rir sem complicação, pode ser um bom programa.
