O pior pesadelo para um arquiteto durante a reforma de uma casa caindo aos pedaços não é apenas encontrar estruturas desgastadas, infiltrações de água, telhados em pandareco, mas ter que despejar os fantasmas dos antigos moradores que não querem ser incomodados.
É o que ocorre durante a reforma de um palacete no qual vão morar uma arquiteta em depressão (Kate Beckinsale), seu marido (Mel Raido) e o filho pequeno (Duncan Joiner). Pelo comportamento da arquiteta fica uma pista sobre algo terrível de seu passado, que pode ter desdobramentos naquela casa sombria.
A família se muda em um dia de tempestade. A primeira impressão do imóvel é a pior possível: jardim ocupado por ervas daninhas, goteiras na sala principal, mas nada que desestimule a arquiteta, que decide colocar a mão na massa (literalmente) e fazer a reforma com a ajuda de um jovem operário que mora nas proximidades.
Barulhos estranhos e luzes que se acendem em um quarto misterioso, fechado por uma pesada porta de madeira, atiçam a curiosidade da nova moradora. Antes que consiga abri-lo, ela descobre antigos recortes de jornal que indicam que fatos estranhos aconteciam não só naquela casa como na cidade. É o que basta para ela finalmente abrir a porta e descobrir algo muito amedrontador.
O filme não se encaixa na linha de produções de terror típicas para entreter adolescentes, mas consegue manter alguma originalidade ao explorar as nuances psicológicas da história e colocar em dúvida se os fatos bizarros estão realmente acontecendo ou são resultado dos traumas da protagonista. Traumas esses que serão revelados no final do filme e fecham de maneira satisfatória a trama construída.
Para quem pretende comprar uma casa velha, fica o conselho: antes de fechar o negócio, consulte os ghostbusters ou procure saber se algum seguidor do padre Quevedo ainda está na ativa.
