Durante três semanas, os diretores e o fotógrafo Rodrigo Monte percorreram vários Estados da região, com passagens pelo Rio de Janeiro e São Paulo, onde vive a maior parte dos migrantes nordestinos. A câmera digital foi registrando depoimentos sobre os mais diferentes assuntos, que compõem um atualíssimo mosaico das esperanças e frustrações tanto de quem ficou na região como dos que saíram em busca de outra realidade.
Os 70 minutos do filme são resultado de uma bem elaborada montagem, com um ritmo marcado pela batida do maracatu e do mangue beat. Um olhar contemporâneo sobre uma sociedade por vezes arcaica que se recria embalada pela cultura de massa. Os sonhos de uma nova vida intercalados com imagens de outros filmes - Vidas Secas, de Nelson Pereira dos Santos, e Deus e o Diabo na Terra do Sol, de Glauber Rocha, dão uma nova dimensão aos mesmos e velhos problemas do nordestino, sob uma ótica crítica e bem-humorada.
