01/09/2026
Documentário

O grande dia

Quatro jovens - em Cuba, Índia, Uganda e Mongólia - em busca de superar limitações socioeconômicas para alcançarem melhores condições de vida são os protagonistas deste documentário do premiado Pascal Plisson.

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O documentário O Grande Dia, de Pascal Plisson, tem novamente jovens de diversos cantos do mundo como figuras centrais. Como em seu premiado No Caminho da Escola, esses personagens enfrentam dificuldades, especialmente socioeconômicas, para continuar seus estudos. Mesmo assim, não desistem de perseverar por uma vida melhor.
 
Com belos cenários, uma trilha sonora insistente e um tanto cafona, o filme de Plisson é uma celebração da persistência, dedicação e luta. Albert tem 11 anos, mora em Havana e espera que o boxe que pratica lhe traga uma vida melhor. Em Benasi (também conhecida como Varanares), na Índia, Nidhi, de 15 anos, filha de um condutor de riquixá, estuda desesperadamente para entrar num programa de matemática, o que lhe permitiria ir para a faculdade e fazer engenharia. Em Uganda, no Parque Nacional Rainha Elizabeth, Tom, de 19 anos, aprende sobre a fauna e flora local, para passar num exame para se tornar guarda florestal. Por fim, Deegii, de 11 anos, que mora na Mongólia, dobra-se toda, praticando contorcionismo, no qual pretende seguir carreira.
 
O filme alterna o cotidiano desses jovens em suas tentativas de ter uma vida melhor e realizar seus sonhos profissionais, na esperança de superar o estado de pobreza em que vivem. É um documentário repleto de boa vontade, mas que, muitas vezes, parece um especial para alguma TV a cabo – uma mistura de National Geographic e Disney – com diálogos pouco naturais e aparentes encenações.
 
O olhar do francês em busca do exótico é o que guia o filme – nesse sentido, os cenários naturais são impressionantes. Mas também é inegável o valor do trabalho de Plisson, apesar da enorme quantidade de senões, ao dar voz e imagem a uma parcela do mundo que luta por condições melhores de vida.
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