Clássico infanto-juvenil dos anos de 1980, A História Sem Fim, com sua fantasia, tem o poder de conectar com o público em qualquer época. Seu mundo mágico, pautado pelo olhar infantil, talvez seja uma espécie de contraponto à fantasia hegemônica contemporânea do cinema e televisão – desde a trilogia O Senhor dos Anéis até Game of Thrones, passando pelos filmes de heróis.
O protagonista é o menino Bastian (Barret Oliver), que enfrenta um período particularmente difícil de sua vida. Não bastassem os problemas na escola – provas de matemática, bullying – também está de luto pela perda recente de sua mãe. Seu refúgio são os livros. Numa livraria ele encontra um deles, chamado A História sem Fim, em que ele literalmente mergulha.
A trama se passa num reino de Fantasia, governado por uma imperatriz-mirim (Tami Stronach). Nele habitam seres encantados, como um caracol de corrida, um morcego planador, um dragão da sorte com feições de cachorro e elfos, além de um jovem guerreiro, Atreyu (Noah Hathaway). A governante está morrendo e, com ela, todo o mundo fantástico, que será engolido pelo Nada. A única saída é encontrar uma cura para a doença da menina. Isso pode vir exatamente da crença do protagonista no mundo do faz-de-conta.
Alguns momentos do filme podem parecer um tanto clichês, mas a verdade é que foram copiados à exaustão nesses mais de 30 anos desde sua estreia. Assim, como os efeitos especiais que, hoje, parecem pobres, mas eram o que havia de mais moderno na época, criando um mundo de fantasia que sobrevive até hoje, especialmente, porque sua força está no poder da imaginação – e ela é a verdadeira responsável por uma história sem fim, basta acreditar.
