“O que eu faço é a história das problematizações. Ou seja, a história da maneira a partir da qual as coisas constituem um problema”, diz Michel Foucault no começo do documentário Foucault Contra Si Mesmo, de François Caillat, que investiga a interconexão entre a vida, a obra e o ativismo do filósofo. Essa fala parece ser o norte do documentarista, que procura em seu filme Foucault, o problematizador.
Contando com depoimentos de arquivo do próprio Foucault e de especialistas em sua obra, o documentário narra de maneira didática a trajetória do pensador, abordando questões centrais em sua obra, como a história da loucura, a sexualidade humana, o sistema penal francês, a natureza do conhecimento e as estruturas do conhecimento.
De maneira didática e clara, o documentário resgata momentos e pensamentos-chave na produção do intelectual. Para quem não o conhece ou conhece pouco de sua obra, pode ser uma forma de introdução – o que, claro, não substitui a leitura direta. Para quem é fã, o filme serve com a possibilidade de ver o próprio Foucault falando de si mesmo e de sua obra.
