A família feliz do título custará a aparecer nessa animação alemã que muito esmera na técnica e visual, mas deixa a desejar no roteiro. O resultado é um filme bonitinho, mas pueril. Dirigido por Holger Tappe (Tô de Férias), o longa tem como protagonista Emma (voz de Juliana Paes na versão brasileira), a dona de uma pequena livraria em Nova York, que anda bem infeliz com sua família.
Seu marido, Frank, só pensa em trabalho e, quando está em casa, quer dormir o tempo todo. Sua filha mais velha, Fay, é a típica adolescente preocupada com celular e sua aparência, enquanto o caçula, Max, é um garoto estudioso que sofre bullying na escola. Enfim, todos com problemas individuais, e sem se dar bem um com o outro. Tentando reverter a situação, Emma resolve levá-los a uma festa. Antes disso, porém, precisa preparar sua fantasia de vampira.
Acidentalmente, Emma liga para o Drácula, achando que está falando com uma loja de fantasias. O vampiro acaba se apaixonando por ela, e chantageia uma bruxa que mantém em cativeiro a transformar a moça em vampira – ele não pode mordê-la. Para que isso funcione, avisa a bruxa, Emma precisa ser infeliz. Enfim, o plano sai mais ou menos como previsto. A protagonista é transformada em vampira e seus familiares nos monstros em que estavam fantasiados quando a magia aconteceu. O marido vira a criatura de Frankenstein, a filha, uma múmia, e o filho, um pequeno lobisomem. Agora cabe ao Drácula convencê-la a abandoná-los e casar-se com ele.
A trama toda é um tanto ingênua e mal resolvida. O filme confia demais na simpatia dos personagens – que são mais clichês do que pessoas – do que na construção de situações e humor. É uma pena, porque, visualmente, o filme é bem promissor e caprichado.
