15/06/2026
Comédia

El mate

Armando é um matador argentino que sequestrou um russo e o mantém em cativeiro em sua casa, no centro de São Paulo. A chegada de um jovem evangélico coloca a missão em risco.

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O diretor e ator Bruno Kott teve uma ideia, e poderia ter feito dela uma peça de teatro, mas preferiu fazer um filme. O resultado é um tanto irregular, mas repleto de empenho. Ao centro estão dois personagens, um assassino de aluguel argentino, Armando (Fabio Marcoff), com um russo em cativeiro na sua casa (Vadim Nikitim), até que um evangélico, Fábio (Kott, ganhador do prêmio de ator coadjuvante no Festival de Gramado do ano passado), bate à sua porta.
 
O cenário é apenas um, a casa de Armando, e as poucas incursões fora deste são praticamente desnecessárias. A tensão cresce do confinamento dos dois personagens a essa casa, enquanto o sequestrado continua em cativeiro, pois o argentino espera seus contratantes para vim buscá-lo e também pagar os serviços. Quando Fábio o descobre, não há escapatória, Amando não pode deixá-lo ir embora.
 
A ação se passa no período de uma noite, e esta se revela bem agitada, com a chegada de um funcionário da Sabesp que vai medir a água, interpretado por Eduardo Gomes. Aqui é preciso um pouco de boa vontade do público nessa, digamos, licença poética, da medição da água depois da meia-noite. Depois batem à porta uma vizinha e uma amiga (Carlota Joaquina e Michelle Boesche).
 
O roteiro, creditado aos dois atores, tem seus altos e baixos, situações bem sacadas e outras um tanto forçadas (a cena do celular que cai na privada ainda no começo do filme não diz bem a que veio, nem uma suposta doença do matador que não dá em nada), e algumas tarantinescas, como um longo monólogo sobre Jean-Claude Van Damme, que Kott segura muito bem, mas o texto se estende mais do que o necessário.
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