06/06/2026
Animação

O Garoto fantasma

Aos 11 anos, Leo está doente numa cama de hospital. Seu espírito, porém, é capaz de deixar o corpo e passear por aí. Ele encontra um policial cadeirante que foi ferido por um gângster e, juntos, deverão salvar a cidade de uma ameaça.

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Uma inesperada indicação ao Oscar de melhor longa em animação para Um gato em Paris, em 2012, colocou em destaque o trabalho dos franceses Jean-Loup Felicioli e  Alain Gagnol, responsáveis por O Garoto Fantasma. Se no filme do felino a capital francesa era o destaque, aqui Nova York é praticamente parte dessa fantasia protagonizada por um garoto em estado de coma e um policial cadeirante depois de sofrer um ataque.
 
Leo tem 11 anos e está preso a uma cama, o que não impede que sua alma flutue pela cidade. Seu estado moribundo preocupa seus pais, mas lhe dá liberdade para ir aonde quiser, visitar pontos turísticos e observar as pessoas. No hospital, acaba conhecendo Alex, um policial cadeirante que está investigando um caso peculiar.
 
Um gângster de rosto desfigurado – desenhado com traços cubistas – planeja atacar a cidade com um vírus eletrônico. Como Alex não pode trabalhar, e seu chefe não irá seguir suas pistas até que ele esteja completamente recuperado, a função de Leo será primordial, seguindo o vilão e sua gangue, para defender e salvar Nova York.
 
Os traços lúdicos e o colorido vibrante são carregados de um algo de estranho que colocam O Garoto Fantasma numa posição peculiar e bem distante dos blockbusters padronizados de Hollywood. Talvez aqui não haja a mesma magia de Um Gato em Paris, a trama é um pouco mais séria, mas a dupla de personagens centrais e suas aventuras compensam isso.
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