18/07/2026
Suspense

No Cair da Noite

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Não dá para entender porque alguns diretores e roteiristas se desapegam tanto do enredo quando se trata de filmes de terror. No Cair da Noite é um filme que tinha tudo para dar certo: uma boa história de maldição, um fantasma fascinante e um elenco infantil de fácil manipulação. O suspense gerado por essa combinação é de se segurar no banco, com certo receio do porvir.

Para entender melhor essa situação, deve-se antes voltar ao século XIX, em Darkness Falls, uma pequena cidade americana. Matilda Dixon, conhecida como a Fada do Dente, era uma bondosa senhora que dava moedas às crianças, quando estas perdiam seus últimos dentes-de-leite.

Por azar do destino, ficou completamente desfigurada em um incêndio, o que a obrigou a usar uma máscara. Para piorar, foi injustamente acusada de um crime abominável. A multidão enfurecida a assassinou brutalmente e antes de morrer ela anunciou: "o que antes era bondade, agora será sua maldição". A partir daí todo o cuidado era pouco quando uma criança perdia seu último dente-de-leite.

A história de Matilda é narrada no começo do filme, enquanto o jovem Kyle (Chaney Kley), retira o dente derradeiro. Suspense. A única coisa que o garoto pode fazer agora para não morrer é não olhar para ela, caso Matilda vá visita-lo à noite e inspecionar o dente.

Estes 10 primeiros minutos valem o filme. O resto é um amontoado de clichês, péssimas interpretações e efeitos especiais bastante ruins. Tudo condicionado em um terror Z sem explicações ou continuidade. Por exemplo: pela maldição, ela só irá matar crianças (aí a vingança) que olharem para ela. No entanto, como se estivesse drogada, mata a todos que encontra pela frente.

Geralmente os filmes de terror quando são muito ruins, se tornam cômicos. Pode-se dizer isso das produções do diretor cult Ed Wood. Mas, No Cair da Noite é apenas lamentável.

Cineweb-28/3/2003

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