Para entender melhor essa situação, deve-se antes voltar ao século XIX, em Darkness Falls, uma pequena cidade americana. Matilda Dixon, conhecida como a Fada do Dente, era uma bondosa senhora que dava moedas às crianças, quando estas perdiam seus últimos dentes-de-leite.
Por azar do destino, ficou completamente desfigurada em um incêndio, o que a obrigou a usar uma máscara. Para piorar, foi injustamente acusada de um crime abominável. A multidão enfurecida a assassinou brutalmente e antes de morrer ela anunciou: "o que antes era bondade, agora será sua maldição". A partir daí todo o cuidado era pouco quando uma criança perdia seu último dente-de-leite.
A história de Matilda é narrada no começo do filme, enquanto o jovem Kyle (Chaney Kley), retira o dente derradeiro. Suspense. A única coisa que o garoto pode fazer agora para não morrer é não olhar para ela, caso Matilda vá visita-lo à noite e inspecionar o dente.
Estes 10 primeiros minutos valem o filme. O resto é um amontoado de clichês, péssimas interpretações e efeitos especiais bastante ruins. Tudo condicionado em um terror Z sem explicações ou continuidade. Por exemplo: pela maldição, ela só irá matar crianças (aí a vingança) que olharem para ela. No entanto, como se estivesse drogada, mata a todos que encontra pela frente.
Geralmente os filmes de terror quando são muito ruins, se tornam cômicos. Pode-se dizer isso das produções do diretor cult Ed Wood. Mas, No Cair da Noite é apenas lamentável.
Cineweb-28/3/2003
