É de se perguntar como um filme tão banal e tolo quanto Verdade ou Desafio precisa de quatro profissionais para escrever seu roteiro. Por outro lado, talvez o excesso de roteiristas explique os caminhos sem sentido que o longa toma em sua reta final. Não que até então seja muito interessante, mas premissas mais bobas renderam bons sustos e tensão. Aqui, um grupo de jovens americanos viaja para o México para passar o feriado e acaba participando de um jogo de Verdade ou Desafio numa igreja abandonada, proposto por um desconhecido (Landon Liboiron).
Quando voltam para casa, descobrem que o jogo não acabou e uma espécie de espírito maligno está conduzindo a brincadeira, tirando a vida de quem mente ou não cumpre com o desafio. Devemos, então, torcer pelas vidas da bem-intencionada Olivia (Lucy Hale) e sua melhor amiga, Markie (Violett Beane), que vive traindo o namorado, Lucas (Tyler Posey), que também participou da brincadeira, e outros amigos aleatórios cujas existências dentro do filme se justificam apenas para serem vítimas da maldição.
Nesse tipo de filme, as mortes não são muito criativas, como, por exemplo, na série de longas Premonição, que também tinha roteiros muito mais bem-amarrados. Em Verdade ou Desafio, os personagens preferem dizer algum segredo obscuro de suas vidas a cumprirem com tarefas absurdas. E o problema é que são figuras sem graça demais para ter algum segredo que possa interessar ao público.
Dirigido por Jeff Wadlow (Kick Ass 2), o resultado é algo anódino, um terror que não assusta, que não impressiona; um suspense soporífero com uma trama sem pé nem cabeça, nem para o mais baixo padrão do gênero. Um filme que se leva a sério demais e recorre a assuntos bastante sérios para criar reviravoltas estapafúrdias.
