Com vários prêmios acumulados no ano passado em festivais e mostras – prêmio do Júri Popular e da Crítica – Coletivo Elviras Olhar de Cinema, na Semana de Cinema 2018; prêmio Olhares Brasil de Melhor Longa-metragem e Prêmio Looke de Distribuição, na Mostra Outros Olhares – Festival Internacional de Curitiba 2018; prêmio de Melhor Longa-Metragem, no Ela Faz Cinema 2018, e participação na mostra competitiva do Cinélatino, 30º Rencontre de Toulouse 2018 –, O Chalé é uma Ilha Batida de Vento e Chuva traça um retrato terno do romancista que transborda da escrita do escritor e encharca as imagens captadas agora por Letícia Simões. Os alunos, os trabalhadores e as escolas simples revisitadas retratam paisagens paradas no tempo, que talvez não difiram tanto assim daquelas encontradas pelo então inspetor de ensino.
Na viagem nasce a ideia de um novo romance: “Começo a ter uma ideia de livro, que conte as histórias da gente miúda daqui. Tento captar o trivial, o não heroico da vida, do dia a dia, que parece coisa nenhuma”. Essa coisa nenhuma, o nonada, está ao alcance dos olhos. Pode chamar também de poesia ou de “uma forma de alegria”. Chame como quiser.
