18/07/2026
Aventura

O homem que matou Dom Quixote

Cineasta que se desviou para a publicidade reencontra o ator que fez o papel de Dom Quixote em seu filme de formatura da faculdade - só que este pirou e nunca mais saiu do personagem criado por Miguel de Cervantes.

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Depois de levar 25 anos para ser produzido, sofriendo diversos percalços de produção, a morte de dois atores (Jean Rochefort e John Hurt) e a última dificuldade, uma tentativa de embargo por parte do produtor português Paulo Branco (que procurou impedir sua exibição no encerramento do Festival de Cannes 2018), o filme de Terry Gilliam mostra, infelizmente, sinais de toda essa turbulência.

A aventura deflagrada quando um cineasta que passou à publicidade (Adam Driver) reencontra o intérprete de D. Quixote que ele escalou, anos atrás, em seu filme de formatura (Jonathan Pryce), um ex-sapateiro que entrou na pele de seu personagem e nunca mais saiu, é um tanto excêntrica, para dizer o mínimo.

A maneira como se coloca o cineasta entrando na pele de Sancho Pança e vivendo peripécias descabeladas com seu Quixote, numa trama que inclui um mafioso russo, uma bela garota e um tipo de humor que às vezes parece um tanto pastelão, não atinge o tom de comédia pretendido. O homem que matou Dom Quixote entra na história do cinema, no entanto, como um dos processos de produção mais confusos de todos os tempos. Terry Gilliam quase morreu disso. 

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