A aventura deflagrada quando um cineasta que passou à publicidade (Adam Driver) reencontra o intérprete de D. Quixote que ele escalou, anos atrás, em seu filme de formatura (Jonathan Pryce), um ex-sapateiro que entrou na pele de seu personagem e nunca mais saiu, é um tanto excêntrica, para dizer o mínimo.
A maneira como se coloca o cineasta entrando na pele de Sancho Pança e vivendo peripécias descabeladas com seu Quixote, numa trama que inclui um mafioso russo, uma bela garota e um tipo de humor que às vezes parece um tanto pastelão, não atinge o tom de comédia pretendido. O homem que matou Dom Quixote entra na história do cinema, no entanto, como um dos processos de produção mais confusos de todos os tempos. Terry Gilliam quase morreu disso.
