15/06/2026
Drama

Os jovens Baumann

Oito jovens de uma mesma família rica de fazendeiros do interior, os Baumann, sumiram sem deixar vestígios, deixando para trás apenas uma caixa dos vídeos que costumavam gravar. Essas imagens podem conter, ou não, uma explicação para seu desaparecimento.

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Os jovens Baumann, de Bruna Carvalho Almeida, cria uma ficção a partir de uma caixa de fitas VHS encontradas numa grande fazenda no sul de Minas Gerais, que registram as últimas férias de oito jovens, herdeiros da família mais rica e importante do lugar, depois desaparecidos sem deixar vestígios.
 
Boa parte do filme utiliza essa estética de vídeo, em janela estreita, através da qual conhecemos estes jovens ricos e despreocupados, em momentos de lazer e conversas que aos poucos infiltram uma certa incerteza sobre seu próprio futuro. O contraponto está em imagens mais atuais, supostamente da diretora como personagem da história, como uma pessoa da região que conheceu os protagonistas e hoje reflete sobre este súbito e misterioso desaparecimento.
 
O jogo do filme, visivelmente, é lançar para o espectador suas lacunas, levando-o a participar de um exercício imaginativo sobre o que não se sabe, não se conta e talvez nunca se possa descobrir com certeza sobre estas pessoas, que deixaram para trás apenas estes VHS, o derradeiro testemunho de sua passagem na terra, extinguindo a família com seu desaparecimento – uma evidente metáfora sobre o fim de uma certa aristocracia e do vazio da herança deixada no seu rastro.

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