Como era de se esperar, o diretor Johannes Roberts e seu corroteirista Ernest Riera não deixariam passar batido o sucesso inesperado de Medo Profundo – que custou míseros (para os padrões americanos) US$ 5 milhões e rendeu US$ 62 milhões. Não é necessário ter visto o filme anterior para entender essa continuação, mas se for para escolher entre um ou outro, o primeiro é melhor, bem melhor.
Medo Profundo: O Segundo Ataque é o tipo de filme que 30 anos atrás seria divertido, não se levaria tanto a sério e colocaria umas piadas aqui e ali. Hoje, é um filme sisudo com efeitos ruins e personagens sem muito carisma – para que torcer para sobreviverem a ataques de tubarões brancos? Pois é, melhor torcer pelos animais, que, aliás, são extremamente inteligentes.
Mia (Sophie Nélisse) e Sasha (Corinne Foxx) se tornaram irmãs quando o pai (John Corbett) da primeira se casou com a mãe (Nia Long) da segunda. Elas não são muito próximas, mas também não brigam. O problema é que Mia tem sofrido bullying constante na escola e Sasha não faz absolutamente nada para ajudar. Prefere ignorar, o que acaba afastando as duas. Nada que um par de tubarões famintos não possa resolver mais adiante.
Há sempre um preâmbulo, uma enrolação, até que as personagens sejam jogadas à água e lutem pela vida. No caso, a trama, situada no México, envolve um templo Maia submerso, encontrado pelo pai das garotas. Embora elas devessem estar em outro lugar, acabam indo lá junto com um par de amigas, Alexa (Brianne Tju) e Nicole (Sistine Stallone).
Não custa muito e estão presas debaixo da água, dentro do tal templo e na companhia de animais famintos. Ao contrário do primeiro filme, em que duas irmãs estavam presas numa gaiola no fundo do mar, e por problema técnicos não conseguiam submergir, aqui o ambiente todo fechado torna o filme claustrofóbico. Roberts sabe se valer disso para criar tensão. Não é exatamente o tipo de filme do qual se espera muita veracidade, mas o diretor, às vezes, exagera demais.
