05/07/2026
Animação

Raya e o último dragão

Depois que a luta pela joia mágica que protegia os povos do antigo reino de Kumandra levou à sua quebra e à volta dos Druuns, que transformam humanos em pedras, a jovem guerreira Raya parte em busca do último dragão, que teria sobrevivido à catástrofe e pode restabelecer a harmonia no mundo.

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A nova animação Disney, Raya e o último dragão, embarca no empoderamento feminino - que já havia inspirado os os sucessos Moana e Mulan - e foca em mitologias asiáticas, de olho no grande mercado desse continente. 
 
Como não poderia deixar de ser, Raya é uma guerreira, filha de Benja, o líder do reino de Coração - um dos cinco que surgiram da divisão do outrora poderoso e próspero Kumandra. Destruído tanto pela invasão dos temíveis Druun, seres mágicos que transformam os humanos em pedra, quanto pela ambição entre seus vários povos, Kumandra fragmentou-se ao perder a proteção de seus dragões. Eles se sacrificaram para salvar os humanos dos Druun, mas finalmente foram transformados em pedras também.
 
Destes dragões, sobrou uma joia mágica e que, tendo ficado em Coração, desperta a cobiça dos demais reinos, levando finalmente à quebra da joia, com suas partes divididas entre os vários reinos. A briga traz de volta os Druuns, custando a separação entre Raya e o pai, ele mesmo transformado em estátua para salvar a filha.
 
Reza a lenda que um último dragão teria escapado e estaria no fundo de um rio, o que motiva Raya a uma busca incessante por ele, sempre acompanhada de seu fiel Tuk Tuk, uma espécie de tatu gigante que lhe serve como transporte e é uma das adoráveis criaturas originais desta animação.
 
A rival de Raya nesta busca ao último dragão é Namaari, princesa do reino Presa que traiu a confiança de Raya no passado, no incidente que levou à quebra da pedra mágica. As duas têm talentos à altura uma da outra, mas finalmente é Raya quem encontra Sisu, o último dragão (fêmea) e parte com ela em busca dos demais pedaços da pedra, que pode restabelecer a harmonia do mundo.
 
Por trás dessa história, roteirizada pelo dramaturgo Qui Nguyen e a roteirista Adele Lim (que escreveu a comédia Podres de Ricos), há um forte apelo à magia mas não deixa de incluir um tom ecológico. A recuperação de um mundo em que tudo e todos estão sendo petrificados depende, afinal, da cooperação entre os diferentes povos que formaram um dia a unidade de Kumandra - e cujos visuais são criados com bastante identidade para cada um deles e bastante requinte na animação.
 
Se, por um lado, não faltam lutas marciais, de outro, sobram criaturas adoráveis para divertir ao longo do caminho - caso da bebê pilantra Noi e seus três macaquinhos e do menino Boun, misto de barqueiro e chef de cozinha, todos eles aliados de Raya em suas aventuras.
 
Sisu, o dragão, por sua vez, é uma personagem meiga e meio atrapalhada, fornecendo alívio cômico no que se apresenta como uma luta feroz pelo resgate da cooperação entre os diferentes povos - nada melhor como mensagem num mundo tão polarizado quanto o nosso. 

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