Dirigido por Camila Freitas, o documentário Chão acompanha o cotidiano de um grupo de 600 acampados do Movimento Sem-Terra no sul de Goiás em suas movimentações de ocupação, disputa legal e trabalho para conquistar novos territórios para assentados. Aqui, o local é uma antiga usina de açúcar em processo de falência.
O trabalho e a mobilização de um grupo de 600 acampados do Movimento Sem-Terra numa antiga usina de açúcar em processo de falência no sul de Goiás são focalizados neste documentário.
- Por Neusa Barbosa
- 27/04/2021
- Tempo de leitura 1 minuto
Tomando claramente o partido destes despossuídos, Camila Freitas elege alguns personagens, como a “Vó” e “PC”, para ilustrar um processo de tomada de consciência e mobilização que se ergue diante de uma sociedade desigual e altamente injusta, como a brasileira.
Claramente, a diretora quer que seus espectadores enxerguem o ponto de vista destes sem-terra, que se observa sempre de longe e a partir de um filtro enviesado de coberturas de imprensa superficiais, quando não comprometidas - ou seja, com lado. Chão também tem lado ao oferecer a palavra a estas pessoas. Quem assiste que as ouça e tire suas próprias conclusões.
O filme venceu o Prêmio Especial do Júri e Prêmio do Público no Festival Olhar de Cinema 2019.
