Os todo-poderosos irmãos Andy e Larry Wachowski, que descobriram o mapa da mina com o primeiro e inovador filme da série, se preocuparam em demasia em manter seu elenco bailando sob a batuta do mestre chinês Yuen Wo Ping. O resultado é um excesso de lutas coreografadas em câmera lenta e pouca conversa. Keanu Reeves (Neo) agora controla melhor seus poderes e é capaz de voar pelo espaço como Clark Kent depois de tirar os óculos.
Os fãs de efeitos especiais têm motivos de sobra para comprar o ingresso e acompanhar as aventuras da "santíssima" trindade de Matrix - Neo, Morpheus (Lawrence Fishburne) e a bela Trinity (Carrie-Anne Moss), que precisam parar o avanço de robôs que se dirigem para Zion, colocando em risco a sobrevivência dos humanos.
Morpheus, cada vez mais místico, acredita que os poderes de Neo levarão seu grupo à vitória contra as máquinas. Numa viagem virtual, Neo encontra-se com o Oráculo (Gloria Foster) que lhe diz que um misterioso chaveiro tem a resposta ao enigma que ele precisa solucionar.
Na busca pelo chaveiro (Randall Duk Kim) terão que escapar das armadilhas preparadas pelo agente Smith (Hugo Weaving), capaz agora de criar inúmeros clones à sua imagem e semelhança. Os heróis serão ajudados por Persephone (Monica Bellucci), cuja entrada em cena é capaz de deixar a platéia com a respiração em suspenso. Com ela por perto a realidade não é nada virtual.
Mas o final da história só será conhecido no próximo filme da série, Matrix Revolutions, que deverá estrear no dia 5 de novembro nos Estados Unidos e em 20 de novembro no Brasil.
