04/06/2026
Drama

A primeira morte de Joana

Joana é uma garota que mora numa pequena cidade do interior, uma comunidade de descendentes de alemães. Em pleno processo de crescimento e autodescoberta, ela sofre a perda de uma tia-avó, com quem conviveu toda a vida, e fica intrigada com detalhes da vida dela.

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Segundo longa da diretora gaúcha Cristiane Oliveira (Mulher do Pai), A primeira morte de Joana coloca em foco uma história intimista, fortemente enraizada na feminilidade, a partir da história da adolescente Joana (Letícia Kacperski).
 
Aos 13 anos, ela vivencia a morte de uma tia-avó, Rosa, com quem convivia de perto e cujo passado passa a intrigá-la pelo detalhe revelado de que a senhora nunca teria tido um namorado em toda a vida. Confrontada com o próprio despertar sexual e questões ligadas à vida amorosa de sua própria mãe divorciada e da avó viúva, a menina compartilha seus segredos e dúvidas com a melhor amiga, Carol (Isabela Bressane).
 
Estas figuras, em várias idades, permitem à história percorrer um arco do tempo da vida de um ponto de vista feminino, inserindo seus comportamentos no contexto de uma cidade pequena, uma comunidade de descendentes de alemães - tudo isso visto pelos olhos de Joana em pleno processo de descoberta e crescimento.
 
Exibido e premiado em vários festivais internacionais, na Índia, EUA, na Europa e também em Gramado, o filme ressoa também como um nuançado retrato da adolescência feminina, temperado com dramaticidade, humor e ternura, dialogando com As Duas Irenes, de Fábio Meira, outro filme feliz no mergulho da temática. 
 
Não falta inclusive alguma ousadia ao abordar a homossexualidade e a sexualidade de mulheres mais velhas, normalizando-as de uma forma delicada, sincera. Por isso e muito mais, A Primeira Morte de Joana é um filme que merece ser visto.
 
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