18/07/2026
Ficção científica Aventura

Homem-Aranha: Sem Volta Para Casa

Depois de ter sua identidade como Homem-Aranha exposta, Peter Parker não consegue mais levar sua vida, ao lado da namorada MJ e do amigo Ned. Ele pede ajuda ao Dr. Estranho para que produza um feitiço e faça o mundo esquecer do seu segredo. Mas muita coisa dá errado, pois isso altera o equilíbrio do multiverso.

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Fechando sua primeira trilogia, assim como fizeram seus antecessores no papel (Tobey Maguire e Andrew Garfield), Tom Holland encara uma jornada de desafios e amadurecimento sem precedentes em Homem-Aranha: Sem Volta para Casa.
 
Dirigido novamente por Jon Watts, com roteiro de Erik Sommers e Chris McKenna, o terceiro filme do ator na pele do herói marca o auge ao mesmo tempo de sua adolescência, que o leva a cometer erros enormes, como de sua capacidade de superação, com grande espaço para o amor com MJ (Zendaya) - a melhor namorada do herói de todas as encarnações da franquia, uma figura com personalidade, charme e voz ativa.
 
Pede-se evitar spoilers - o que é regra de ouro não só aqui, aliás -, então, somente se diga que haverá o ressurgimento de diversos personagens de outros tempos, por conta da situação que todo mundo já viu de sobra no trailer que anunciou o filme. A identidade de Peter Parker como Homem-Aranha foi exposta por Mysterio (Jake Gyllenhaal), o que impossibilita que ele, MJ e o melhor amigo Ned (Jacob Batalon) levem sua vida normal de garotos que são - que, neste momento, significava ser aceitos numa universidade.
 
Para tentar corrigir o problema, Peter pede a ajuda do Dr. Estranho (Benedict Cumberbatch), que arma um feitiço. Como sempre, feitiços podem ter efeitos colaterais e o resultado é a invasão de personagens nada amistosos de universos alternativos que vão dar muito trabalho a Peter e sua turma - caso de Otto Octavius (Alfred Molina) e Electro (Jamie Foxx), para citar alguns. Não pára por aí.
 
Esta rachadura aberta entre os mundos paralelos cria boa parte da tensão, das lutas e até de um confronto entre o Homem-Aranha e o Dr. Estranho, um verdadeiro choque de gerações quando se trata de enfrentar o perigo. Mas não fica nisso.
 
Além de criar inúmeros perigos, o roteiro abre espaço para uma interessante homenagem às outras sagas do Homem-Aranha, que ultrapassa a nostalgia em favor de uma noção de cooperação autêntica e também de humor. Não faltam emoções neste final da trilogia, não raro intensas. Há dor, paixão, renúncia, esperança e recomeço, ao lado dos efeitos especiais vistosos, das sequências voadoras de respeito. De quebra, duas ceninhas finais, pós-créditos, para anunciar novidades vindouras no MCU, uma delas uma “palhinha” do próximo filme solo do Dr. Estranho. Ufa, dá para perder o fôlego, mas vale a viagem, é divertido. 
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