Sexto filme da franquia Parque dos Dinossauros, Jurassic World: Domínio deixa bem claros os sinais de cansaço da série que, por hora, acaba por aqui – até que algum cientista (ou produtor) maluco resolva, novamente, fazer algum experimento ou reboot que ressuscite a franquia, que, por enquanto, estará melhor descansando em paz.
Praticamente esgotado antes mesmo de começar, o filme, novamente dirigido por Colin Trevorrow, que assumiu a segunda trilogia da série, em 2015, apela para o fator nostalgia, ao trazer no elenco personagens do original, de 1993, interpretados por Laura Dern, Sam Neil e Jeff Goldblum. Sem muita novidade, ao longa só resta recorrer aos seus antigos personagens para segurar suas quase 2h30 de duração.
No novo filme, Owen Grady (Chris Pratt) e Claire (Bryce Dallas Howard) cuidam de sua filha, Maisie (Isabella Sermon), uma clone criada em laboratório e perseguida por grandes corporações, o que obriga a família a viver isolada, tendo como companhia alguns dinossauros. Os répteis agora estão de volta, espalhados pelo mundo todo – conforme o final do filme anterior, Jurassic World: Reino Ameaçado.
O vilão aqui é o presidente de uma biotech, chamado Lewis Dogson, interpretado por Campbell Scott, lembrando bastante (tanto fisicamente quanto em sua função na narrativa) o magnata do mal de Mark Rylance em Não olhe para cima. Nesse sentido, o filme é mais um exemplar de teoria conspiratória biotecnológica sem muito nexo, e como desculpa para cenas de ação mal filmadas.
Enquanto Owen e Claire tentam achar a filha, que foi levada junto com um filhote de velociraptor, acabam esbarrando no trio dos filmes originais: a paleobotânica Dr. Ellie Sattler (Dern), o paleólogo Dr. Alan Grant (Neil) e Dr. Ian Malcolm (Goldblum), que foi consultor na criação do Parque dos Dinossauros original. Todo mundo se encontra no QG da empresa de Dogson que quer dominar o mundo (como sempre) por meio da biotecnologia.
Não há perseguição de dinossauro – nem por dinossauro – que justifique a duração do filme, que, em si, traz um fiapo de história sem sentido. É um triste fim para uma franquia de sucesso, mas, que, verdade seja dita, sempre se apoiou na popularidade dos dinossauros e nos efeitos especiais e feitos técnicos e mecânicos – que impressionavam bastante nos idos de 1993, quando do lançamento do primeiro filme.
