A começar por seu título oportunista, que remete ao clássico de Steven Spielberg como se fosse uma continuação, Tubarão: Mar de Sangue é totalemente derivativo, em suas ideias, em sua forma, em seus personagens. Não tem um vestígio de qualquer tipo de criatividade, mas também, sejamos honestos, o filme não promete isso em momento algum. Dessa forma, é até sincero – o que não quer dizer que seja bom.
Dirigido por James Nunn, o filme é protagonizado por um grupo de jovens americanos de férias no México que, numa noite de festa e muito álcool, roubam um jet ski e acabam numa região infestada de tubarões.
Os personagens descartáveis, enquanto esperam algum socorro, ou que os tubarões vão embora – o que vier primeiro – começam a brigar, jogando tudo no ventilador. Milly (Catherine Hannay) passou a noite com Tom (Jack Trueman), namorado da amiga Nat (Holly Earl), gerando DRs amorosas e de amigas enquanto os tubarões cercam o grupo.
A regra do gênero manda que o filme se livre deles, um a um, de maneira nojenta e sanguinolenta, e Nunn não se faz de rogado. Se é sangue que atrai os animais, que o sangue jorre. As atuações, obviamente, não são primorosas, assim como a construção da narrativa e os personagens. Não há, por exemplo, os exageros e o humor de série de filmes Sharknado, e, perto disso, a música infantil Baby Shark parece obra de arte.
