16/06/2026
Comédia

Como agradar uma mulher

Gina Henderson fez 50 anos e não vive sua melhor fase. Seu marido, Adrian, anda desatento com ela e ela acaba de perder o emprego de muitos anos. Junto a um quarteto de homens desempregados, ela abre uma agência de faxineiros que se prestam também a prestar serviços sexuais à clientela feminina, um negócio que se mostra promissor mas também polêmico.

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Uma empresa peculiar, que agencia faxineiros que eventualmente podem prestar serviços sexuais, está no centro da comédia australiana Como Agradar uma Mulher, filme de estreia da diretora René Webster. Conhecida pela atuação na série Veep e filmes como a franquia Bridget Jones, a britânica Sally Phillips interpreta a protagonista, Gina Henderson, dona do negócio.
 
Tudo começou quando suas colegas de natação, notando seu desânimo ao completar 50 anos, mandam-lhe como presente um garotão, Tom (Alexander England), para tornar feliz seu dia. Ao invés de aceitar os serviços sexuais do rapaz, ela lhe encomenda uma faxina completa na casa - o que irá inspirar o negócio que ela irá abrir pouco depois.
 
Conspiram para sua guinada profissional uma conjunção de azares, como a demissão de Gina de uma firma de liquidações empresariais e a falta de opções de um quarteto masculino de uma empresa de mudanças que está para ser fechada. Diante do desemprego iminente, eles e ela unem forças, ainda mais diante da inesperada demanda de seus novos serviços por parte das colegas de natação de Gina, que formam sua primeira clientela.
 
Gina, aliás, seria a cliente potencial de uma empresa assim, visto que seu marido de muitos anos, o advogado Adrian (Cameron Daddo), anda mais do que desatento, apesar das solicitações dela. Assim, a história, também roteirizada por René Webster, se encaminha no sentido de discutir, sem grande profundidade psicológica, a crise da meia-idade, especialmente das mulheres, sob um viés mais cômico e provocativo.
 
É visível que o filme se coloca mais ao lado das mulheres do que dos homens - a quem cabe, no entanto, um papel de escuta do que elas querem e como querem. Mas se está bem longe de chegar ao clima de um filme recente sobre o mesmo tema, Boa Sorte Léo Grande - que era bem mais focado, até porque se fixava apenas em dois personagens, e mais sofisticado, inclusive pela mesma razão. Com mais gente em cena, Como Agradar uma Mulher torna-se mais genérico e superficial, criando mais tipos do que personagens autenticamente complexos, só permitindo um pouco mais de vida interior mesmo à sua protagonista - interpretada com simpatia e sensibilidade pela talentosa Sally Phillips. 
 
Isso impede que se tenha aqui uma comédia agradável? Certamente não. O filme cumpre razoavelmente bem sua tarefa de diversão e até se permite uma camada de romance na porção final que não faz mal a ninguém. 
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