20/07/2026
Documentário

Me chama que eu vou

Documentário resgata os mais de 50 anos de carreira do cantor Sidney Magal, recorrendo a entrevistas e materiais de arquivo.

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Uma explosão de popularidade e showbiz é exposta no documentário Me chama que eu vou, de Joana Mariani, que traça o perfil do cantor e ator Sidney Magal. O filme foi exibido no Festival de Gramado 2020, vencendo o prêmio de melhor montagem para Eduardo Gripa. 
 
Não falta intimismo a algumas partes do documentário, até por ter como fio condutor várias conversas com o Magal de cabelos brancos, gorducho aos 70 anos, revendo, com carinho e bom humor, seus mais de 50 anos de carreira. Mas, evidentemente, há generosa exibição de materiais de arquivo retratando os tempos, nos anos 1970, em que ele, com um corpinho de toureiro espanhol e um figurino digno de Elvis Presley, rebolava freneticamente nos palcos, entoando sucessos como Sandra, Rosa Madalena e Meu sangue ferve por você.
 
O documentário aproxima o espectador não só do artista, como de Sidney Magalhães, seu verdadeiro nome, filho único de Sonia, uma cantora que não seguiu carreira a não ser quando o filho se tornou famoso e que era prima de Vinicius de Moraes. E é bastante honesto para explicitar, usando basicamente depoimentos de seu protagonista, a formulação de uma carreira  de sucesso, que dependeu da intervenção de dois empresários de visão, Robert Livi e Max Pierre, e se multiplicou em várias direções ao longo do caminho: de cantor de churrascaria a ídolo das matinês e programas mais populares da televisão, de cantor de tema de novela (Me chama que eu vou, abertura de Rainha da Sucata) a animador de festas de formatura, hoje no ambiente universitário que, no auge de sua fama, torcia o nariz para Magal, chamando-o de “brega” - um adjetivo que ele garante que nunca o incomodou.
 
A proximidade com o cantor veio, para a cineasta Joana Mariani, quando ela fez um clipe com ele. O documentário começou a tomar forma em 2015, quando se completaram 50 anos de carreira e ela filmou depoimentos com diversos artistas que participaram do show de comemoração, como Ney Matogrosso, Alexandre Pires e Rincon Sapiência, entre outros - e que figuram no trailer em circulação, embora tenham sido cortados da edição final. 
 
Como explicou a diretora na coletiva online em Gramado 2020, Me chama que eu vou foi muito ampliado em sua proposta depois do show dos 50 anos, até porque ela convenceu Magal de que o documentário não deveria limitar-se a essa celebração. Ela contou com total colaboração do artista e sua família e também com as preciosidades pinçadas do imenso arquivo pessoal de Magal, que ela passou um mês digitalizando.
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