20/07/2026
Comédia

David contra os bancos

Dave Fishwick trabalha vendendo carros. Mas, quando descobre que seus clientes, pessoas sem muitas posses, não conseguem empréstimos nos bancos, resolve que irá abrir seu próprio banco para emprestar aos pobres sem cobrar juros abusivos e doando os lucros à caridade. Mas descobre que o sistema financeiro de seu país está contra ele.

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Pelo título, David contra os bancos, já fica claro que é uma história de Davi contra Golias. No caso, trata-se de uma figura real, Dave Fishwick, que abriu seu próprio banco para ajudar as pessoas de sua região. O filme, dirigido por Chris Foggin, é uma versão ficcional da história, repleta de sonho, esperança e romantismo como só os pequenos filmes britânicos são capazes de conseguir.
 
Dave (Rory Kinnear) é um pequeno empresário do ramo de venda de vans, que pretende unir a comunidade de Burnley com um banco que doaria todos seus lucros a instituições de caridade local. A grande batalha é quebrar o monopólio de empréstimo dominado por grandes bancos nos últimos 150 anos. Ao seu lado, o protagonista tem o advogado Hugh (Joel Fry), para quem essa é uma guerra perdida, mas, aos poucos, é convencido por Dave.
 
O filme começa na crise financeira de 2008, quando os clientes de Fishwick têm dificuldades em conseguir empréstimos dos grandes bancos, então ele mesmo começa a emprestar dinheiro para as pessoas. Para abrir seu próprio banco, ele precisa de uma licença, e as pessoas que concedem isso não acham que ele nasceu para ser banqueiro.
 
Se o protagonista é um bom personagem – muito ajudado pelo carisma e talento de Kinnear – os demais são um tanto estereotipados, cumprindo apenas funções no filme. Porém, há boas intenções o suficiente – tanto do filme quanto de Dave – para tornar essa uma diversão agradável de pouco mais de 90 minutos. Não espere, no entanto, um tratado sobre os males do capitalismo e do sistema bancário – afinal, a ideia aqui não é acabar com os bancos, mas criar um.
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