18/07/2026
Comédia Ação

Ghostbusters: Apocalipse de gelo

Morando e trabalhando em Nova York, os Caça-Fantasmas causam um estrago enorme na cidade, o que faz o prefeito proibir a caçula da família de trabalhar, por ser menor de idade. Mas quando uma criatura maligna ameaça congelar tudo, ela pode ser a única capaz de a deter. Para compra ou aluguel no Google Play, Prime Video, Apple TV e Youtube.

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Eles estão de volta. Porém, talvez, nunca tenham partido de verdade. Ghostbusters: Apocalipse de Gelo, o segundo filme do reboot (aquele protagonizado por mulheres todos parecem querer esquecer) chega tentando agradar aos nostálgicos e às novas gerações, e o resultado é frágil em ambos os lados, numa aventura morna e destituída de charme. 

Paul Rudd, um ator carismático e improvável herói, recebe o primeiro crédito na tela, mas, na verdade, o filme é de Mckenna Grace, interpretando Phoebe Spengler, a caçula de uma família herdeira do caça-fantasma original Egon Spengler. Como mostrado no filme anterior, a mãe dela, Callie (Carrie Coon), é relutante em aceitar o fardo desse trabalho, mas, ao lado de Gary Grooberson (Rudd) e do filho mais velho, Trevor (Finn Wolfhard), acaba assumindo o papel.

Todos eles agora moram em Nova York, num ex-quartel de bombeiros, que é a sede da empresa. Phoebe, porém, é menor de idade, e depois dos caça-fantasmas causarem uma certa destruição da cidade durante uma operação, ela é proibida pelo prefeito Walter Peck (William Atherton), que ameaça fechar a empresa se ela continuar trabalhando. A garota é a personagem que domina a cena, a força motriz da narrativa, pois, frustrada, faz amizade com uma jovem fantasma (Emily Alyn Lind).

O termo “apocalipse de gelo” não se refere à falta de criatividade dos roteiristas Jason Reitman e Gil Kenan, que também dirige o filme. O vilão agora é uma criatura do mal, capaz de congelar toda a cidade, que esteve presa numa esfera metálica por décadas, e que acaba sendo encontrada. Nadeem Razmaadi (Kumail Nanjiani) tenta vender todos os objetos estranhos que herdou da avó, e quem se interessa é Ray Stantz (Dan Aykroyd), antigo caça-fantasmas que agora tem um laboratório que investiga fenômenos paranormais. 

De volta também estão Bill Murray e Ernie Hudson, dos filmes originais, que têm poucas cenas, mas garantem o fator nostalgia. Juntar o passado e o presente não é, em si, um problema, mas a falta de uma boa trama para unir essas pontas o é. Tudo soa um tanto derivativo, uma colcha de retalhos. Murray, em especial, parece estar ali a contragosto, enquanto Nanjiani rouba a cena com seu humor afiado. 

Há um esforço enorme para fazer o filme todo parecer divertido, como o original, mas não funciona. Depois de tantas tentativas no século XXI de reviver o clássico de aventura juvenil, talvez seja a hora de desistir e assumir que os caça-fantasmas pertencem ao século XX e pronto, e procurar algo novo. Mas, pelo final e as bilheterias nos EUA parece que esse não vai ser o caso.  

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