04/06/2026
Drama

Um Anjo Trapalhão

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Um especial produzido para a TV no Natal de 1996 é a base deste filme, com o qual o comediante Renato Aragão se lança à guerra particular nos cinemas contra a apresentadora Xuxa - cujo novo filme, Xuxa Popstar, estréia no dia 15.

Em 1999, Xuxa venceu a parada. Seu Xuxa Requebra derrotou fragorosamente O Trapalhão e a Luz Azul nas bilheterias. De quebra, o filme da loura bateu o recorde de público da década de 90, com mais de 2 milhões de espectadores, um número que agora está sendo superado por outra produção vinda da TV, O Auto da Compadecida.

Na pele de seu personagem habitual, Didi Mocó, Aragão chega a uma cidadezinha do interior, perto do Natal. Passeia pelas ruas, apenas para ter contato com uma impressionante descrença e falta de perspectivas por toda parte. Há políticos corruptos e exploradores da fé alheia, como os falsos cegos (João Carlos Barroso e Cristina Prochaska), além de bêbados, loucos e beatos. Mas o trapalhão não se deixa contaminar, procurando animar todo mundo.

A força da palavra do recém-chegado opera um verdadeiro milagre sobre uma mulher (Isadora Ribeiro), que abandona o luto em que mergulhara no dia em que seu noivo a deixou na porta da igreja. Uma série de coincidências fazem com que o povo do lugar passe a acreditar que Didi é um novo enviado de Deus. Didi, por sua vez, entra no papel, chegando a convencer um sapateiro (Paulo Betti) e sua família de que receberão a visita de Deus e do Papai Noel.

A história singela tem raízes sofisticadas. Parte de um conto do escritor russo Leon Tolstói, para criar forma no argumento do conceituado roteirista Doc Comparato, recebendo tratamento final de roteiro do dramaturgo Naum Alves de Souza, com a colaboração criativa do poeta Geraldo Carneiro e do humorista Chico Caruso. Mas a esmagadora maioria do público prestará mesmo atenção na fartura de nomes globais do elenco, com destaque para Regina Duarte e Francisco Cuoco.

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