20/07/2026

Toda noite estarei lá

Mel Rosário é uma mulher transexual que vive em Vitória (ES). Frequentadora de uma igreja evangélica em sua cidade, ela é impedida pelo pastor de frequentar o templo. Como forma de protesto, todas as noites, munida de cartazes, ela se coloca na porta da igreja.

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Mel Rosário é uma cabeleireira transexual e evangélica que foi impedida pelo pastor de participar dos cultos em sua igreja  em Vitória, no Espírito Santo. Todas as noites, munida de um cartaz, ela se porta em frente ao templo protestando, pois a atitude do religioso fere a lei de liberdade religiosa do país. 

Dirigido por Suellen Vasconcelos e Tati Franklin, Toda noite estarei lá acompanha a jornada dessa mulher em busca de seu direito de expressar sua fé e participar dos cultos, que sofreu agressões físicas e verbais dos membros da igreja.

Mel é uma mulher profundamente religiosa. Em um episódio na igreja, acreditara ter recebido o Espírito Santo, mas, por ser transexual, o pastor dizia que havia recebido um demônio. Por isso, foi arrastada por seguranças para fora do templo, machucando seu joelho. 

As diretoras têm um olhar curioso e respeitoso para essa mulher em sua luta pessoal que chega à justiça, onde ela perde a causa, e acaba tendo que frequentar uma igreja LGBT, como ela mesma explica. O longa foi filmado entre 2018 e 2022, um período longo o bastante para que o documentário crie um vínculo com Mel, e a montagem, assinada por Shay Pelede e Tati Franklin, também permita que o público se envolva com ela. 

Ao mesmo tempo, o filme documenta o processo de Mel se tornar uma ativista, combinando sua fé com seu protesto, que é o que há de mais bonito no filme. No processo do longa, ela completa 54 anos e comemora, pois, como ela mesma lembra, muitas transexuais não chegam a essa idade. 

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