Os inexplicáveis 2h24 minutos de Covil de Ladrões 2 parecem intermináveis depois que o longa chega ao seu pico de ação, mas ainda continua por um período que parece infinito – embora devam ser apenas uns 20 minutos. Não que o longa estrelado por Gerard Butler seja de todo ruim. A parte central, quando a ação realmente acontece, é bastante boa, com a tensão bem construída. O problema são o começo e o final, que giram em falso.
Escrito e dirigido por Christian Gudegast, segue a cartilha do gênero de filmes de grandes assaltos com pirotecnias, plano mirabolante, personagens espertinhos e tecnologia de ponta – tão de ponta que parece irreal, mas tanto faz. Novamente, Butler é “Big Nick” O’Brien, e O’Shea Jackson Jr., de novo, é Donnie Wilson, o sujeito que planeja os assaltos.
Depois de roubar o Banco Central dos EUA, Donnie mudou-se para Antuérpia, onde trabalha com Jovanna (Evin Ahmad), que lidera um grupo de ladrões que pretende roubar um diamante valioso, guardado com segurança máxima em Nice, no World Diamond Center.
O que Donnie imagina é que Nick iria se aproximar dele pedindo para fazer parte da equipe, já que abandonou a polícia, está no fundo do poço divorciado e longe das filhas. Obviamente, tudo isso é mentira, e o policial está aliado à polícia belga para prender Donnie – o que seria a vingança de Nick.
Com diversas reviravoltas, mafiosos italianos, belas paisagens, tiroteios e correrias, o que sobressai em Covil de Ladrões 2 é o carisma de Butler como o brucutu estadunidense na Europa. Nos últimos anos, ele se tornou um nome sólido nos filmes do gênero, mas nessa franquia ele tem a presença mais marcante de sua carreira.
