Nascido em Pittsburgh, em agosto de 1928, Andy Warhol é um dos nomes mais influentes das artes plásticas nos EUA da segunda metade do século XX. Pintor e cineasta, ele marca a pós-modernidade com suas obras, em especial tratando da sociedade de consumo, na qual a mercadoria é totalmente destituída de sua aura e se transforma naquilo que sempre foi – uma sequência de produtos a serem vendidos. E nisso também se inclui, é claro, as pessoas, especialmente as famosas.
Andy Warhol – Um Sonho Americano resgata a trajetória do artista por um prisma bastante inusitado e original: o das origens de sua família na Eslováquia, país de onde emigraram seus pais para os EUA. O diretor L'ubomír Ján Slivka é eslovaco e usa esse seu background em seu benefício para construir o filme que, sempre que possível, evidencia a relação do biografado com aquele país.
Se o começo do documentário parece um pouco confuso, com muita gente falando e as informações se acumulando, a certa altura Slivka encontra um novo fôlego, e a narrativa se assenta, especialmente quando Warhol se torna artista plástico. Depoimentos de familiares que ainda vivem na Eslováquia e especialistas na obra do estadunidense ajudam a compreender sua trajetória artística e sua importância.
As relações da família Warhola (sobrenome original do artista) são esmiuçadas na busca de como esses laços moldaram o artista. O filme é uma viagem, claramente, feita por um admirador – o que não é um problema, claro –, que apresenta com carinho e tenta, de certa forma, convencer os detratores.
