A quantidade de filmes que tentam emular Jonh Wick é impressionante. De tempos em tempos, surge uma comédia de ação como esse Família À Prova de Balas, que mira no longa protagonizado por Keanu Reeves e acerta o pior de Sr. e Sra. Smith, com humor pouco eficiente e cenas de ação marcadas pelo clichê da violência.
Ray Hayes (Kevin James) é um ex-policial que, há alguns anos, trabalha para a máfia, mas está prestes a abandonar um serviço. Um pequeno flashback, no início, dá conta de sua entrada no mundo dos gângsters, numa facção comandada por Michael Temple (Melissa Leo, a melhor coisa do filme). Mulher de código rígido, mas de palavra, também, ela promete ao protagonista que quando ele quiser sair desse trabalho, pode sair sem qualquer penalidade. A ideia dele sempre foi trabalhar por um tempo, para juntar dinheiro e abrir um restaurante com sua mulher, Alice (Christina Ricci).
Enfim, o filme volta para o presente, quando ele está participando de sua última missão, quando tudo sai errado e um novo mafioso, Lonnie Castigan (Timothy V. Murphy), assume o comando, e os arranjos feitos com Michael no passado são desfeitos – ou seja, Ray não pode abandonar impunemente o trabalho. E é a partir disso que começa a correria e troca de tiros e sopapos do longa.
Ray, Alice, a filha adolescente, Siohbán (Keana Marie), e o caçula, Henry (Leo Easton Kelly), precisam salvar suas vidas quando a verdade sobre o emprego do pai vem à tona. Alice já sabia de tudo, mas, ela também esconde lá seus segredos, numa subtrama bastante improvável dentro do longa.
Genérico nas cenas de ação, ruim nos momentos de humor, Família à Prova de Balas parece um filme feito uns 20 anos atrás que ficou guardado e só agora está vendo a luz do dia. Nem atores experientes na comédia como James e Ricci parecem à vontade. Edward Drake, que também assina o roteiro, tem dificuldade em modular o humor, a violência e a dinâmica familiar, e no fim nada funciona muito bem.
