18/08/2026
Ação

Os Caras Malvados 2

Depois de cumprir pena por um tempo, Sr. Lobo e seus amigos tentam levar uma vida dentro da lei. Mas a chegada da Gatinha Felina e sua gangue os coloca numa posição delicada. Apple TV, Youtube, Google Play e Amazon Prime.

post-ex_7

Ao final do primeiro Os Caras Malvados, talvez já não fossem tão malvados assim, o que anunciaria uma mudança drástica para a sequência. A boa notícia é que Os Caras Malvados 2 mantém o mesmo ar alucinado, o colorido vibrante e os personagens divertidos do original. 

O Sr. Lobo e sua trupe não são bem malvados, são descolados e cativantes. Depois de uma temporada na prisão, eles são oficialmente Caras Bons. O Grand Lobo Mau de mau não tem nada, ele é doce e divertido, gente boa mesmo, apesar dos olhos e dos dentes afiados que possam aparentar o contrário. 

Com um apelo especial para o público infantil, o longa de Pierre Perifel e JP Sans encontra na ingenuidade dos personagens uma espécie de “mesquinhez” leve para agradar às crianças, que podem se sentir muito descoladas ao torcer pelos (supostos) vilões. As cores, os traços, os movimentos, enfim, tudo no campo visual é de um apelo enorme e parece estar muito à frente daquilo que a Pixar, outrora o estúdio de animação de ponta, tem feito hoje – inclusive em termos de narrativa.

Enquanto a Pixar entrou numa zona de conforto de onde não sai (os fracos resultados de Elio, na bilheteria, talvez indiquem que ela terá de sair), Os Caras Malvados injeta sagacidade e picardia num nível aceitável e compreensível para o público infantil. O maior apelo está na fofura dos personagens, aliado a uma trama bem amarradinha e divertida. 

O Sr. Lobo, a Srta. Tarântula, o Sr. Piranha, o Sr. Tubarão e o Sr. Cobra estão numa missão em busca da vilã Gatinha Felina, que lidera uma gangue de ladras e tem um plano mirabolante. O resultado não é só uma comédia, mas também um filme de ação que vai às alturas com cenas dignas de um Missão Impossível ou James Bond.

A graça do filme está em ver um limite e o superar. Enfim, não há limites para os personagens criados pelo australiano Aaron Blabey na série de quadrinhos homônimos. E, como parece regra no cinema infantil, há uma mensagem sobre amizade e companheirismo que é dada de forma leve sem tornar o filme uma palestra sobre o assunto. 

post